
Isabel Vilhena
Isabel Vilhena é uma poeta portuguesa contemporânea cuja obra se distingue pela sua exploração profunda da subjetividade, da memória e das complexidades das relações humanas. A sua poesia, marcada por uma linguagem cuidada e uma sensibilidade apurada, aborda temas como a identidade, a passagem do tempo e a busca por sentido num mundo em constante mudança. Vilhena reflete sobre a condição feminina e as suas experiências, utilizando a poesia como um meio de expressão íntima e de reflexão universal, consolidando a sua presença no panorama literário português atual.
1973-04-24 Lisboa
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A Borboleta
Na transparência viva e luminosa
Dessa manhã de sol, passou fugindo
A borboleta azul, silenciosa,
Ligeira, breve, qual um sonho lindo,
Cabelo ao sol e face cor-de-rosa,
Dedinhos frágeis, gracioso unindo,
Atrás da flor aérea, vaporosa,
O garotinho ansioso vai seguindo.
A borboleta pousa numa flor,
Devagarinho, mudo, cauteloso,
Quase a prendeu! Fugiu... Que dissabor!
Garoto lindo! Borboleta esquiva!
— Coração moço, crente, esperançoso,
Em busca da ventura fugitiva!
Dessa manhã de sol, passou fugindo
A borboleta azul, silenciosa,
Ligeira, breve, qual um sonho lindo,
Cabelo ao sol e face cor-de-rosa,
Dedinhos frágeis, gracioso unindo,
Atrás da flor aérea, vaporosa,
O garotinho ansioso vai seguindo.
A borboleta pousa numa flor,
Devagarinho, mudo, cauteloso,
Quase a prendeu! Fugiu... Que dissabor!
Garoto lindo! Borboleta esquiva!
— Coração moço, crente, esperançoso,
Em busca da ventura fugitiva!
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