

Nilto Maciel
Nilto Maciel é um nome aclamado na poesia contemporânea, celebrado pela sua capacidade ímpar de tecer versos que exploram a fragilidade humana, a beleza efêmera do mundo e a busca por sentido em meio à cotidianidade. A sua obra, marcada por uma linguagem límpida e por uma profunda introspeção, convida o leitor a revisitar as suas próprias emoções e experiências. Maciel consolidou-se como uma voz autêntica e necessária, cuja poesia ressoa com uma honestidade tocante e uma beleza singular.
1945-01-30 Baturité
2014-04-29 Fortaleza
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Dor
Não tenho mal nenhum, senhora minha,
como se fosse puro, imaculado,
como se fosse um anjo, um serafim,
como se fosse deus, imune à dor.
Eu nada sinto, dor nenhuma tenho,
quer na cabeça, quer no amargo peito.
Não tenho mal nenhum, senhora minha,
perfeitamente são me sinto e puro.
Se existe mal em mim, se existe dor,
é a de morrer tão cedo, a pleno sol,
envelhecer como qualquer mortal.
E a dor maior, minha senhora bela,
é dentro dalma, bem profunda e aguda,
a dor chamada angústia, a dor de ser.
como se fosse puro, imaculado,
como se fosse um anjo, um serafim,
como se fosse deus, imune à dor.
Eu nada sinto, dor nenhuma tenho,
quer na cabeça, quer no amargo peito.
Não tenho mal nenhum, senhora minha,
perfeitamente são me sinto e puro.
Se existe mal em mim, se existe dor,
é a de morrer tão cedo, a pleno sol,
envelhecer como qualquer mortal.
E a dor maior, minha senhora bela,
é dentro dalma, bem profunda e aguda,
a dor chamada angústia, a dor de ser.
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