
Oscar Rosas
Oscar Rosas é um poeta conhecido pela sua exploração profunda da condição humana, abordando temas como a solidão, a efemeridade do tempo e a busca por sentido. A sua obra distingue-se pela musicalidade do verso e pela capacidade de evocar imagens poderosas com uma linguagem acessível, mas carregada de simbolismo. A sua poesia convida à introspeção, refletindo sobre as complexidades do amor, da perda e da memória. O poeta utiliza uma linguagem que transita entre o coloquial e o erudito, criando um universo poético singular que ressoa com a experiência contemporânea. A sua obra tem sido reconhecida pela crítica pela originalidade e pela sensibilidade na abordagem de temas universais, solidificando o seu lugar na poesia lusófona.
1864-02-12 Florianópolis
1925-01-27 Rio de Janeiro
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Sereia
Reparem nesse bronze, veia a veia,
Cornucópia de seios e de escama,
Obra de um japonês, em que o Fusi-Iama
Adora o mar em enluarada areia.
Canta, e essa harmonia nos golpeia.
É duma triste e solitária gama,
Porém aumenta desse bronze a fama
O olhar amortecido da sereia.
Penso que sonha o pólo e o nevoeiro,
E a pálida talhada de um crescente
Num céu de véus de noiva e jasmineiro.
E, como búzio a referver, ressoa
Numa langue preguiça de serpente,
Num êxtase nostálgico de leoa.
Cornucópia de seios e de escama,
Obra de um japonês, em que o Fusi-Iama
Adora o mar em enluarada areia.
Canta, e essa harmonia nos golpeia.
É duma triste e solitária gama,
Porém aumenta desse bronze a fama
O olhar amortecido da sereia.
Penso que sonha o pólo e o nevoeiro,
E a pálida talhada de um crescente
Num céu de véus de noiva e jasmineiro.
E, como búzio a referver, ressoa
Numa langue preguiça de serpente,
Num êxtase nostálgico de leoa.
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