
Pedro Marato
Pedro Marato é um nome associado à poesia contemporânea em língua portuguesa. A sua obra explora as profundezas da condição humana, abordando temas como a efemeridade do tempo, a busca por significado e a complexidade das relações interpessoais. Com uma linguagem cuidada e uma sensibilidade ímpar, Marato constrói versos que ressoam pela sua honestidade emocional e pela capacidade de evocar imagens vívidas na mente do leitor. O poeta distingue-se pela sua abordagem introspectiva, convidando à reflexão sobre as paixões, as perdas e as alegrias que moldam a existência. A sua poesia, embora por vezes melancólica, é também um hino à resiliência do espírito humano e à beleza encontrada nos momentos mais simples da vida.
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Corrompe-te um vício de humanidade.
Se teu verso repousar na pedra,
Na cúpula do tempo ressoar,
Gradua-lhe o tom de eternidade,
Em poeira de renúncia.
Se de humano o vício suplantares,
Implanta essa avareza
no gesto sem afago e cruel,
pois é necessário roubar ao convívio,
todo o traço de intimidade.
Hostil já não reputes
o veio corrosivo da cal,
no ardor de seu repouso sobre a pele.
A indolência da bondade
faz tombar as lágrimas,
úteis à higiene de teu rosto.
Se teu verso repousar na pedra,
Na cúpula do tempo ressoar,
Gradua-lhe o tom de eternidade,
Em poeira de renúncia.
Se de humano o vício suplantares,
Implanta essa avareza
no gesto sem afago e cruel,
pois é necessário roubar ao convívio,
todo o traço de intimidade.
Hostil já não reputes
o veio corrosivo da cal,
no ardor de seu repouso sobre a pele.
A indolência da bondade
faz tombar as lágrimas,
úteis à higiene de teu rosto.
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