
Afonso Lopes de Almeida
Afonso Lopes de Almeida foi um poeta e bibliotecário português. Destacou-se pela sua obra lírica, marcada por uma linguagem cuidada e uma profunda sensibilidade. A sua poesia aborda temas como o amor, a saudade e a reflexão sobre a existência, frequentemente inspirada pela paisagem e pela cultura portuguesas. Para além da sua atividade literária, desempenhou um papel importante na divulgação cultural e na preservação do património bibliográfico.
1888-01-01 Rio de Janeiro, MNImpério do Brasilmorte_data = {{nowrap|{{morte|lang=pt|30|5|1934|24|9|1862
1953-01-01 Lisboa
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A Alma da Tempestade
Filho, marido, pai, — toda a trindade
Do seu amor — o Mar pôde perdê-los...
Noite de vendaval: escuridade,
Relâmpagos, trovões, atros novelos
De nuvens, fragor de ondas, atropelos
De ventos... E ela olhava a imensidade
Encharcadas as roupas e os cabelos,
Na praia, em pé, hirta na tempestade.
E ainda hoje ela uiva as maldições e as pragas,
Louca, gênio, de um ódio ingênuo e mau,
No concerto dos ventos e das vagas.
Misturam-se-lhe os lúgubres lamentos
Na noite negra, ao troar dos raios, ao
Quebrar das ondas, ao gemer dos ventos!
Do seu amor — o Mar pôde perdê-los...
Noite de vendaval: escuridade,
Relâmpagos, trovões, atros novelos
De nuvens, fragor de ondas, atropelos
De ventos... E ela olhava a imensidade
Encharcadas as roupas e os cabelos,
Na praia, em pé, hirta na tempestade.
E ainda hoje ela uiva as maldições e as pragas,
Louca, gênio, de um ódio ingênuo e mau,
No concerto dos ventos e das vagas.
Misturam-se-lhe os lúgubres lamentos
Na noite negra, ao troar dos raios, ao
Quebrar das ondas, ao gemer dos ventos!
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