

Bocage
Bocage, cujo nome verdadeiro era Manuel Maria Barbosa du Bocage, foi um dos mais importantes poetas portugueses do final do século XVIII. Sua obra, marcada por um lirismo intenso e, por vezes, irreverente, explorou temas como o amor, a paixão, a fugacidade do tempo e a melancolia. Conhecido por sua vida boêmia e personalidade forte, Bocage deixou um legado poético que transcende seu tempo, influenciando gerações posteriores de escritores pela sua maestria formal e expressividade.
1765-09-15 Setúbal
1805-12-21 Lisboa
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Nariz, nariz, e nariz,
Nariz, nariz, e nariz,
Nariz, que nunca se acaba;
Nariz, que se ele desaba,
Fará o mundo infeliz;
Nariz, que Newton não quis
Descrever-lhe a diagonal;
Nariz de massa infernal,
Que, se o cálculo não erra,
Posto entre o Sol e a Terra,
Faria eclipse total!
Nariz, que nunca se acaba;
Nariz, que se ele desaba,
Fará o mundo infeliz;
Nariz, que Newton não quis
Descrever-lhe a diagonal;
Nariz de massa infernal,
Que, se o cálculo não erra,
Posto entre o Sol e a Terra,
Faria eclipse total!
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ArcadismoZé Luiz
Oh, cara! Antes de publicar alguma coisa, verifique se sua memória não o está traindo! Se não, pode fazer ridículo.
É o caso aqui. Esses versos (do nariz) são de GREGÓRIO DE MATOS, O BOCA DO INFERNO.
14/dezembro/2024
Rebecs
Estranho, vários livros sobre poemas portugueses esse poema é do Bocage. acredito que você esteja equivocado.
01/fevereiro/2025
Luis Rodrigues
Este poema é comprovadamente de Bocage
https://imprensanacional.pt/wp-content/uploads/2022/09/AF_Miolo_Bocage_I_Tomo_I.pdf
02/fevereiro/2025
Fatimabeneditadejesusserafim@gmail.com
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29/agosto/2022
Escritas.org