
Carlos Góes
Carlos Góes foi um poeta e professor brasileiro cuja obra poética se destaca pela profundidade lírica e pela reflexão sobre a existência humana. Sua escrita, muitas vezes marcada por uma linguagem precisa e imagens evocativas, explorou temas universais como o amor, a passagem do tempo e a busca por sentido. Góes deixou um legado importante na poesia contemporânea, com um estilo reconhecido pela sua autenticidade e sensibilidade. Ao longo de sua trajetória, não se limitou à poesia, atuando também como professor e divulgador da literatura. Sua obra continua a ser estudada e apreciada, reafirmando sua posição como uma voz relevante na literatura brasileira.
1881-10-10 Rio de Janeiro
1934-05-21 Petrópolis
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Mística
Rezas, postas as mãos em súplice postura.
Pedes a Deus perdão das faltas que deploras,
E Ele, em quem lacrimosa o fito olhar demoras,
Sorri, por te saber acrisolada e pura.
Há na tua atitude mística doçura
De quem contempla o albor de célicas auroras,
— O olhar vago de quem se impregna e se satura
De toda a contrição que exala o Livro de Horas...
Volves agora o olhar à imagem de Maria,
E Maria, de cima, a unção prodigaliza
De outro olhar, onde a graça esplêndida irradia!
Nem sequer o cansaço as fibras te quebranta...
E, arroubada, não vês que assim se imobiliza
Genuflexa uma santa em face de outra Santa...
Pedes a Deus perdão das faltas que deploras,
E Ele, em quem lacrimosa o fito olhar demoras,
Sorri, por te saber acrisolada e pura.
Há na tua atitude mística doçura
De quem contempla o albor de célicas auroras,
— O olhar vago de quem se impregna e se satura
De toda a contrição que exala o Livro de Horas...
Volves agora o olhar à imagem de Maria,
E Maria, de cima, a unção prodigaliza
De outro olhar, onde a graça esplêndida irradia!
Nem sequer o cansaço as fibras te quebranta...
E, arroubada, não vês que assim se imobiliza
Genuflexa uma santa em face de outra Santa...
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