
Jonas da Silva
Jonas da Silva é um nome que pode corresponder a diferentes indivíduos, mas no contexto literário, a referência mais provável é a de um poeta cuja obra se insere em correntes estéticas contemporâneas. A sua poesia é frequentemente marcada por uma exploração profunda da condição humana, abordando temas universais como a memória, a identidade e a efemeridade da existência. A linguagem utilizada procura, por vezes, uma aproximação ao quotidiano, mas carregada de uma subtil musicalidade e de uma densidade imagética que convida à reflexão. O seu percurso, embora possa não ser amplamente divulgado em termos de datas e locais específicos, reflete um interesse genuíno na arte e na expressão poética como forma de interrogar o mundo e a subjetividade. A sua contribuição para a literatura reside na capacidade de articular sensibilidades modernas com uma sensibilidade lírica particular, deixando uma marca indelével na paisagem poética.
Paisagens da Carne
É uma verde floresta em cuja sombra e solo
Passam deusas pagãs de aljava a tiracolo,
Há rouxinóis de aroma em teu loiro cabelo.
Muita vez sob a ação de infernal pesadelo
Se transforma o teu vulto em paisagens do polo
E cuido ver na alvura hibernal do teu colo
A refração do luar nas montanhas de gelo.
E na alucinação de apaixonado creio
Ver dois ursos, do Sol aos mortiços lampejos,
Dois ursos de rubis nos botões do teu seio.
E do gelo polar entre as pratas e espelhos
Vejo ao longe os viris esquimaus dos meus beijos
Lança em punho, em caçada a esses ursos vermelhos
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