

Jorge Viegas
Jorge Viegas foi um poeta português cuja obra se insere no panorama da poesia contemporânea, explorando a linguagem e a forma com uma sensibilidade aguçada para as questões humanas e existenciais. A sua poesia é marcada pela introspeção, pela reflexão sobre o tempo, a memória e a condição humana, frequentemente expressa através de uma linguagem cuidada e imagética. O seu percurso literário demonstra uma procura constante por novas formas de expressão poética, dialogando com a tradição ao mesmo tempo que a desafia. Viegas consolidou-se como uma voz importante na poesia portuguesa recente, reconhecido pela profundidade das suas reflexões e pela mestria formal.
1947-11-06 Quelimane
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Antecipadamente escorregadia
Nas sombras
do luar
O olhar enfeita o vazio
Símbolos alegremente sensíveis
Excitando a dimensão do equilíbrio
Alma volúvel
Que as lendas ancestrais
Diluíram docemente
Em simbioses sentimentais
O corpo ilumina-se
Mistura de ritmos e profecias
E ela enrola-se com o seu calor perfumado
Com os cabelos sombreados
Pelo reflexo dos mistérios
Murmura a canção da pérola apaixonada
Escorrega pelo passado
Criando misturas sensuais
Derretidas pela simetria da paixão
do luar
O olhar enfeita o vazio
Símbolos alegremente sensíveis
Excitando a dimensão do equilíbrio
Alma volúvel
Que as lendas ancestrais
Diluíram docemente
Em simbioses sentimentais
O corpo ilumina-se
Mistura de ritmos e profecias
E ela enrola-se com o seu calor perfumado
Com os cabelos sombreados
Pelo reflexo dos mistérios
Murmura a canção da pérola apaixonada
Escorrega pelo passado
Criando misturas sensuais
Derretidas pela simetria da paixão
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