Amália Bautista

Amália Bautista

Amalia Bautista é uma poeta espanhola contemporânea, conhecida por sua poesia que transita entre o lírico e o reflexivo, abordando temas como a memória, o tempo, o amor e a condição feminina. Sua obra se destaca pela clareza de sua linguagem e pela profundidade de suas reflexões, consolidando-a como uma voz importante na poesia em língua espanhola.

n. 1962-00-00, Madrid

26 535 Visualizações

Loucuras

E tu tão longe
e tão dentro de mim, tão invasivo.
E esta chuva
que ameaça dissolver toda a terra
e tornar tudo mar, o meu pesadelo.
E de repente todas as distâncias
se tornam infinitas,
como se só o louco mais malvado
as pudesse ter concebido.
Ler poema completo
Biografia

Identificação e contexto básico

Amalia Bautista é uma poeta espanhola. Informações sobre pseudónimos ou heterónimos não são amplamente divulgadas. Data e local de nascimento: 10 de outubro de 1961, Madrid, Espanha. Origem familiar, classe social e contexto cultural de origem: Pertence a uma família de classe média espanhola, inserida no contexto cultural de Madrid. Nacionalidade e língua(s) de escrita: Espanhola, escrita em espanhol. Contexto histórico em que viveu: Viveu o período da transição espanhola para a democracia, as transformações sociais e culturais da Espanha contemporânea, e a integração europeia.

Infância e formação

Amalia Bautista nasceu e cresceu em Madrid. Sua formação educacional ocorreu na Espanha durante um período de significativos avanços culturais e sociais. Sua inclinação para a literatura e a poesia provavelmente se desenvolveu em meio ao ambiente cultural vibrante da capital espanhola. Detalhes sobre influências específicas em sua juventude ou movimentos artísticos absorvidos são menos documentados publicamente.

Percurso literário

O início da carreira literária de Amalia Bautista se deu no contexto da poesia espanhola contemporânea. Sua obra tem demonstrado uma evolução consistente, com um aprofundamento nos temas abordados e um refinamento de seu estilo. Ela tem publicado regularmente, participando de importantes antologias e revistas literárias.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias Obras principais: "Quema de Inocentes" (1985), "El Pozo y el Péndulo" (1988), "La Voz de la Sombra" (1990), "Como la Cera que Deja Huella" (1990), "La Función del Destino" (1996), "El Ril de un Caballo" (2001), "La Ciudad Sumergida" (2005), "Cuaderno de la Emoción" (2008), "Las Poetas del Siglo XIX" (2008), "Pequeña Frase" (2009), "La Vida en un Hilo" (2011), "No es el Final" (2017). Temas dominantes: A poesia de Bautista explora a memória, o tempo, a efemeridade da vida, o amor, a condição feminina, a cidade, a natureza e a introspecção. Seus poemas frequentemente buscam capturar momentos e sensações, refletindo sobre a existência. Forma e estrutura: Sua obra utiliza predominantemente o verso livre, com uma estrutura clara e musicalidade intrínseca. Embora não se prenda a formas fixas, há uma preocupação com o ritmo e a sonoridade dos versos. Recursos poéticos: Emprega metáforas sutis, imagens evocativas, um ritmo melódico e uma linguagem acessível, porém carregada de profundidade semântica. Tom e voz poética: O tom é frequentemente lírico, reflexivo e intimista. A voz poética é predominantemente pessoal, mas consegue alcançar uma universalidade ao tratar de sentimentos e experiências comuns. Linguagem e estilo: Sua linguagem é marcada pela precisão, pela clareza e pela elegância. Evita excessos, buscando a palavra exata para expressar a nuance do sentimento ou do pensamento. Inovações formais ou temáticas: Embora não seja uma poeta de rupturas radicais, sua contribuição reside na forma como aborda temas universais com uma sensibilidade contemporânea e uma clareza estilística notável. Relação com a tradição e com a modernidade: Dialoga com a tradição lírica espanhola, mas se insere plenamente na poesia contemporânea, mantendo uma voz autêntica. Movimentos literários associados: Não se alinha estritamente a um único movimento, mas sua obra é frequentemente associada à poesia da "Generación del 98" e "Generación del 27" pela sua profundidade e qualidade lírica, embora seja uma autora contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Amalia Bautista é parte da geração de poetas espanhóis que emergiram após a ditadura franquista, vivenciando um período de abertura cultural e democratização. Sua obra reflete as preocupações e sensibilidades de seu tempo, com um olhar voltado para as questões humanas universais e a vida em uma sociedade em transformação. Ela dialoga com outros escritores de sua geração e com a rica tradição literária espanhola.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Informações detalhadas sobre a vida pessoal de Amalia Bautista, incluindo relações afetivas e familiares específicas que possam ter moldado sua obra, bem como amizades e rivalidades literárias, não são amplamente divulgadas em fontes públicas. Sabe-se que sua poesia frequentemente aborda o amor e a experiência feminina, sugerindo uma conexão com vivências pessoais, mas sem detalhes específicos serem publicamente destacados.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção Amalia Bautista é uma poeta reconhecida na Espanha e em outros países de língua espanhola. Sua obra tem recebido elogios da crítica literária por sua qualidade estética e profundidade temática. Ela é considerada uma voz importante na poesia espanhola contemporânea, com seus livros circulando e sendo objeto de estudo.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Bautista bebeu de fontes da poesia espanhola clássica e moderna. Seu legado reside na sua capacidade de expressar com clareza e sensibilidade temas universais, oferecendo uma poesia que ressoa com o leitor contemporâneo. Sua influência pode ser observada em poetas mais jovens que buscam a autenticidade e a profundidade em sua expressão lírica.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Amalia Bautista tem sido analisada sob a perspectiva de sua exploração da memória, do tempo e da condição humana. Sua poesia convida à reflexão sobre a passagem da vida, os sentimentos e a busca por significado. As análises críticas destacam a elegância de seu estilo e a força de suas imagens poéticas.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Detalhes curiosos ou aspetos menos conhecidos da vida e obra de Amalia Bautista não são amplamente documentados em fontes de acesso geral. Sua dedicação à escrita e à promoção da poesia é um aspecto conhecido, mas particularidades sobre seus hábitos de escrita ou episódios anedóticos são menos divulgados.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Até o momento, Amalia Bautista está viva e continua sua produção literária. Portanto, não há informações sobre morte ou publicações póstumas.

Poemas

42

Loucuras

E tu tão longe
e tão dentro de mim, tão invasivo.
E esta chuva
que ameaça dissolver toda a terra
e tornar tudo mar, o meu pesadelo.
E de repente todas as distâncias
se tornam infinitas,
como se só o louco mais malvado
as pudesse ter concebido.
1 187

As boas intenções

Esta manhã saí de casa
com várias intenções, todas muito firmes:
a de devorar o mundo,
a de me tornar invulnerável
ou invisível,
de acordo com as circunstâncias,
a de negar tudo o que quero negar,
a de me afirmar.
E mais uma ainda, acima das outras,
acima de todas:
procurar-te e dizer-te que te amo.
Mas não te encontrei.
1 649

Os meus melhores desejos

Que a vida te pareça suportável.
Que a culpa não afogue a esperança.
Que não te rendas nunca.
Que o caminho que sigas seja sempre escolhido entre dois pelo menos.
Que te interesse a vida tanto como tu a ela.
Que não te apanhe o vício de prolongar as despedidas.
E que o peso da terra seja leve sobre os teus pobres ossos.
Que a tua recordação ponha lágrimas nos olhos de quem nunca te disse que te amava.
1 012

O homem que caminha

O homem que vejo agora a andar pelo passeio
é o homem que não sei se vai ou vem.

Se chegará aqui,
se vem para partir ou talvez para ficar,
se é que vem.

Caminha de perfil, como um egípcio,
e por isso não identifico o sentido dos seus passos.
Para mim ou para longe.
Para mim ou para nunca.

Eu poderia esperar
ou descer à rua e pôr-me à sua frente.
Mas, feitas as contas, para quê
se nunca suportei os indecisos.

Fechei a minha porta dando duas voltas à chave.
530

A foto

Tira-me uma dessas fotos que tiras,
embacia a objectiva, desfoca
um pouco e mede mal a luz. Agora
que termina o dia não é difícil
eu sair favorecida. Que os traços
se suavizem, que todas as rugas
da alma e do contorno dos olhos
desapareçam e que quem me veja
pense que posso merecer a pena.
E sobretudo, que o que impressione
nessa foto não seja eu, que estou
ali, mas os teus olhos que a tiraram.
685

Pecados capitais

Cada vez que tive vontade e pude
entreguei-me à gula e à luxúria.
Com a preguiça vivo amancebada.
Só fui seduzida pela avareza
como meio para outros desvios.
Sempre me mostrei irada e soberba,
orgulhosa, arbitrária e teimosa.
Talvez por isso não sentisse inveja.
Tão segura de mim, tão inflexível,
não podia invejar nada nem ninguém.
Hoje, contudo, derrotada e só,
sem esperança e vencida, tão inútil,
sinto inveja de mim quando me amavas.
565

Desconheço ainda que crime fiz

Desconheço ainda que crime fiz,
o que estou a pagar com este exílio.
Lembro-me apenas de tecer a teia
entre os ramos de uma frondosa árvore
que crescia no centro do jardim.
Estava cheia de frutos dourados
e pelo seu tronco andava uma serpente.
141

Os aloendros

Tenho visto como crescem nas bermas,
nos separadores das auto-estradas,
em jardins privados e luxuosos
e rodeando prédios de tijolo
em subúrbios tão tristes como o homem.
Surpreende-me que sejam tão bonitos,
que se adaptem tão bem a qualquer meio,
que precisem de tão poucos cuidados.
Surpreende-me que sejam venenosos.
549

Dizes que me amas

Dizes que me amas de uma tal forma,
que não consigo deixar de corar;
que me amas de um modo primitivo,
sem razão aparente e sem desculpas
e que me amas porque me desejas,
porque sabes que eu também te amo
e como o monstro deste amor nos devora
a alma, a paciência e as maneiras.
É uma pena que todas estas coisas
morram em nós afogadas de silêncio.
616

Que fazes aqui?

Pensava que te tinha dito adeus,
um adeus contundente, ao deitar,
quando pude enfim fechar os olhos
e esquecer-me de ti e das tuas manhas,
da tua insistência, do teu fito mau,
da tua força para vencer-me.
Pensava que te tinha dito adeus
de todo e para sempre, e acordo
e vejo-te de novo junto a mim,
dentro de mim, cingindo-me, colada a mim,
invadindo-me, afogando-me, diante
dos olhos, frente à minha vida,
sob a minha sombra, nas minhas entranhas,
no pulsar do meu sangue, entrando-me
pelo nariz quando respiro, vendo
por minhas pupilas, atiçando fogo
às palavras que deito pela boca.
E agora, que é que eu faço? como poderia
desterrar-te de mim ou acostumar-me
a viver contigo? Vamos lá começar
por caprichar nos modos.
Bom dia, tristeza.
730

Videos

50

Comentários (2)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Olá....Amália.... meu e mail : [email protected]. se for possível.... até mais ver....

Olá... Amália Bautista , grande poetisa.... graannnnnde..... me visite , podemos trocar e mails? me responda....obrigado.ademir.