António Gedeão foi o pseudónimo literário de Rómulo de Carvalho, um notável poeta e ensaísta português. A sua obra poética é marcada pela fusão entre a ciência e a poesia, explorando temas como o universo, o tempo, a matéria e o conhecimento humano com uma linguagem acessível mas profunda. Reconhecido pela sua capacidade de traduzir conceitos científicos em imagens poéticas, Gedeão deixou um legado importante na literatura portuguesa do século XX, sendo um dos nomes maiores do neo-realismo e do modernismo português.
n. 1906-11-24, Lisboa·m. 1997-02-19, Lisboa
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Lágrima de preta
Encontrei uma preta que estava a chorar, pedi-lhe uma lágrima para a analisar.
Recolhi a lágrima com todo o cuidado num tubo de ensaio bem esterilizado.
Olhei-a de um lado, do outro e de frente: tinha um ar de gota muito transparente.
Mandei vir os ácidos, as bases e os sais, as drogas usadas em casos que tais.
Ensaiei a frio, experimentei ao lume, de todas as vezes deu-me o que é costume:
nem sinais de negro, nem vestígios de ódio. Água (quase tudo) e cloreto de sódio.
**Nome completo:** Rómulo de Carvalho
**Pseudónimo:** António Gedeão
**Nascimento:** 24 de novembro de 1906
**Local de nascimento:** Samora Correia, Portugal
**Morte:** 19 de novembro de 1997
**Local de morte:** Lisboa, Portugal
**Origem familiar:** Filho de pais professores primários, cresceu num ambiente culto.
**Nacionalidade:** Portuguesa
**Língua de escrita:** Português
Infância e formação
Nascido em Samora Correia, Rómulo de Carvalho teve uma infância marcada pela influência dos pais, ambos professores. Esta educação familiar precoce incutiu-lhe desde cedo o gosto pela leitura e pelo saber. Frequentou o ensino secundário em Lisboa, onde se destacou pela sua inteligência e curiosidade. Formou-se em Ciências Histórico-Naturais na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. A sua formação científica, particularmente em física e química, seria uma marca indelével na sua futura produção poética, conferindo-lhe uma perspetiva única sobre a relação entre ciência e arte.
Percurso literário
Rómulo de Carvalho começou a sua atividade literária como ensaísta e crítico, mas foi com o pseudónimo de António Gedeão que alcançou maior notoriedade como poeta. A sua estreia poética deu-se com a publicação de "Movimento Perpétuo" em 1951. Ao longo da sua carreira, explorou a poesia como um meio de conciliar o rigor científico com a sensibilidade lírica, o que o distinguiu de muitos contemporâneos. Publicou regularmente poemas em diversas revistas literárias e antologias, consolidando a sua voz única no panorama poético português.
Obra, estilo e características literárias
Obra, estilo e características literárias
**Obras principais:** "Movimento Perpétuo" (1951), "As Mãos e os Anos" (1955), "O Trigo e o Vento" (1960), "Máquina de Fogo" (1961), "Legenda da Perda" (1970), "Introdução à Poesia" (1973).
**Temas dominantes:** O universo, a ciência (física, química, astronomia), o tempo, a matéria, o ser humano, a condição existencial, a busca pelo conhecimento, a relação entre o micro e o macrocosmo.
**Forma e estrutura:** Gedeão utilizava frequentemente o verso livre, mas com uma forte preocupação rítmica e musicalidade. As suas estruturas poéticas eram por vezes complexas, refletindo a sua formação intelectual, mas sempre acessíveis.
**Recursos poéticos:** Uso profuso de metáforas e comparações inovadoras, muitas delas inspiradas em conceitos científicos. A sua poesia é rica em imagens visuais e conceptuais.
**Tom e voz poética:** O tom varia entre o contemplativo, o reflexivo e o maravilhado perante os mistérios do universo. A voz poética é frequentemente a do Homem moderno, confrontado com a vastidão do cosmos e a sua própria finitude, mas com uma fé na razão e na descoberta científica.
**Linguagem e estilo:** Caracteriza-se por uma linguagem clara, precisa, mas ao mesmo tempo evocativa. Combina um vocabulário erudito, por vezes técnico, com uma sensibilidade lírica, criando um estilo singular e facilmente reconhecível.
**Inovações:** A sua principal inovação foi a integração orgânica da linguagem e dos conceitos científicos na poesia, elevando o discurso científico a um plano estético e filosófico.
**Movimentos literários:** Associado ao Modernismo português e, em certa medida, ao Neo-realismo, devido ao seu interesse pelos aspetos sociais e existenciais do homem, mas com uma abordagem distintiva.
**Obras menos conhecidas:** "O Corpo" (1957), "A Odisseia" (1965).
Obra, estilo e características literárias
Contexto cultural e histórico
Vindo de uma família de professores e tendo ele próprio uma carreira académica, Rómulo de Carvalho/António Gedeão viveu e escreveu durante um período de grandes transformações em Portugal e no mundo, incluindo a ditadura do Estado Novo e as suas consequências. O seu trabalho poético dialogava com os avanços científicos da época e com os debates intelectuais sobre a relação entre ciência, arte e filosofia. Integrou círculos literários e académicos, sendo uma figura respeitada pela sua erudição e pela originalidade da sua obra.
Obra, estilo e características literárias
Vida pessoal
Rómulo de Carvalho casou-se com a poetisa e professora Eugénia Malheiros da Fonseca. Dedicou grande parte da sua vida ao ensino e à investigação científica, sendo professor catedrático de Física e Química na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Manteve uma vida discreta, mas ativa nos meios intelectuais. As suas crenças filosóficas estavam alinhadas com um humanismo científico, valorizando a razão e a busca pelo conhecimento como motores da evolução humana.
Obra, estilo e características literárias
Reconhecimento e receção
António Gedeão foi amplamente reconhecido em Portugal como um dos poetas mais originais e importantes do século XX. Recebeu diversos prémios literários, incluindo o Prémio D. Dinis da Casa de Mateus. A sua obra é estudada nas escolas e universidades, sendo considerada um pilar da poesia portuguesa contemporânea. A sua capacidade de tornar a ciência acessível e bela através da poesia garantiu-lhe um lugar de destaque tanto no meio académico como junto do público em geral.
Obra, estilo e características literárias
Influências e legado
Embora o seu percurso intelectual tenha sido fortemente influenciado pela ciência, Gedeão dialogou com a tradição poética portuguesa e universal. A sua obra influenciou gerações posteriores de poetas que procuraram novas formas de abordar temas existenciais e científicos na poesia. O seu legado reside na forma como demonstrou a simbiose possível entre o rigor científico e a expressividade poética, abrindo novos caminhos para a literatura.
Obra, estilo e características literárias
Interpretação e análise crítica
A obra de António Gedeão tem sido analisada sob diversas perspetivas: a sua relação com a ciência, a sua visão humanista e a sua capacidade de criar pontes entre o conhecimento científico e a experiência humana. Críticos destacam a sua originalidade na exploração de temas como o tempo e o espaço, e a forma como a sua poesia convida à reflexão sobre o lugar do homem no universo. As suas metáforas científicas são frequentemente vistas como metáforas existenciais profundas.
Obra, estilo e características literárias
Curiosidades e aspetos menos conhecidos
Poucos sabem que, para além da sua proeminente carreira literária, Rómulo de Carvalho foi um importante pedagogo e divulgador de ciência em Portugal. Era conhecido pela sua lucidez e pela sua modéstia. A sua escrita, embora por vezes técnica, era profundamente enraizada numa visão humanista do mundo, vendo a ciência como uma forma de conhecer e amar a realidade.
Obra, estilo e características literárias
Morte e memória
António Gedeão faleceu em Lisboa, pouco antes de completar 91 anos. As suas publicações ocorreram em vida, e a sua memória é perpetuada através do estudo da sua obra, da sua inclusão em antologias e do reconhecimento da sua contribuição para a poesia e para a cultura portuguesa. O seu nome está intrinsecamente ligado à poesia que consegue ser, ao mesmo tempo, rigorosa e lírica, científica e humana.
Poemas
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Lágrima de preta
Encontrei uma preta que estava a chorar, pedi-lhe uma lágrima para a analisar.
Recolhi a lágrima com todo o cuidado num tubo de ensaio bem esterilizado.
Olhei-a de um lado, do outro e de frente: tinha um ar de gota muito transparente.
Mandei vir os ácidos, as bases e os sais, as drogas usadas em casos que tais.
Ensaiei a frio, experimentei ao lume, de todas as vezes deu-me o que é costume:
nem sinais de negro, nem vestígios de ódio. Água (quase tudo) e cloreto de sódio.
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Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
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Amostra sem valor
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.
Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.
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Poema do alegre desespero
Compreende-se que lá para o ano três mil e tal
ninguém se lembre de certo Fernão barbudo
que plantava couves em Oliveira do Hospital,
ou da minha virtuosa tia-avó Maria das Dores
que tirou um retrato toda vestida de veludo
sentada num canapé junto de um vaso com flores.
Compreende-se.
E até mesmo que já ninguém se lembre que houve três impérios no Egipto
(o Alto Império, o Médio Império e o Baixo Império)
com muitos faraós, todos a caminharem de lado e a fazerem tudo de perfil,
e o Estrabão, o Artaxerpes, e o Xenofonte, e o Heraclito,
e o desfiladeiro das Termópilas, e a mulher do Péricles, e a retirada dos dez mil,
e os reis de barbas encaracoladas que eram senhores de muitas terras,
que conquistavam o Lácio e perdiam o Épiro, e conquistavam o Épiro e perdiam o Lácio,
e passavam a vida inteira a fazer guerras,
e quando batiam com o pé no chão faziam tremer todo o palácio,
e o resto tudo por aí fora,
e a Guerra dos Cem Anos,
e a Invencível Armada,
e as campanhas de Napoleão,
e a bomba de hidrogénio.
Compreende-se.
Mais império menos império,
mais faraó menos faraó,
será tudo um vastíssimo cemitério,
cacos, cinzas e pó.
Compreende-se.
Lá para o ano três mil e tal.
E o nosso sofrimento para que serviu afinal?
20 899
Impressão digital
Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandescente.
Inútil seguir vizinhos,
que ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.
38 986
Poema épico
O rapagão da camisola vermelha sacode a melena da testa
e retesa os braços num bocejo como um jovem leão voluptuoso.
Dorme a sesta
o involuntário ocioso.
A filha do alfaiate atirou a tesoura e o dedal pela janela
e sumiu-se na noite escura do mundo.
Quis respirar mais fundo
e isso de ser coitada é lá com ela.
O homem da barba por fazer conta os filhos e as moedas
e balbucia qualquer coisa num tom inexpressivo e roufelho.
Súbito chamejam-lhe os olhos como labaredas;
- Eu já venho!
O da face doente,
o que sofre por tudo e por nada, sem querer,
abana a cabeça negativamente:
- Isto não pode ser! Isto não pode ser!
Sentados às soleiras das portas,
mordendo a língua na tarefa inglória,
com letras gordas e por linhas tortas
vão redigindo a História.
43 643
Dez réis de esperança
Se não fosse esta certeza que nem sei de onde me vem, não comia, nem bebia, nem falava com ninguém. Acocorava-me a um canto, no mais escuro que houvesse, punha os joelhos á boca e viesse o que viesse. Não fossem os olhos grandes do ingénuo adolescente, a chuva das penas brancas a cair impertinente, aquele incógnito rosto, pintado em tons de aguarela, que sonha no frio encosto da vidraça da janela, não fosse a imensa piedade dos homens que não cresceram, que ouviram, viram, ouviram, viram, e não perceberam, essas máscaras selectas, antologia do espanto, flores sem caule, flutuando no pranto do desencanto, se não fosse a fome e a sede dessa humanidade exangue, roía as unhas e os dedos até os fazer em sangue.
17 099
Poema do coração
Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração,
e também a Bondade,
e a Sinceridade,
e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração.
Então poderia dizer-vos:
"Meus amados irmãos,
falo-vos do coração",
ou então:
"com o coração nas mãos".
Mas o meu coração é como o dos compêndios.
Tem duas válvulas (a tricúspida e a mitral)
e os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos).
O sangue ao circular contrai-os e distende-os
segundo a obrigação das leis dos movimentos.
Por vezes acontece
ver-se um homem, sem querer, com os lábios apertados,
e uma lâmina baça e agreste, que endurece
a luz dos olhos em bisel cortados.
Parece então que o coração estremece.
Mas não.
Sabe-se, e muito bem, com fundamento prático,
que esse vento que sopra e ateia os incêndios,
é coisa do simpático.
Vem tudo nos compêndios.
Então, meninos!
Vamos à lição!
Em quantas partes se divide o coração?
20 149
Poema da auto-estrada
Voando vai para a praia
Leonor na estrada preta
Vai na brasa de lambreta.
Leva calções de pirata,
Vermelho de alizarina,
modelando a coxa fina
de impaciente nervura.
Como guache lustroso,
amarelo de indantreno
blusinha de terileno
desfraldada na cintura.
Fuge, fuge, Leonoreta.
Vai na brasa, de lambreta.
Agarrada ao companheiro
na volúpia da escapada
pincha no banco traseiro
em cada volta da estrada.
Grita de medo fingido,
que o receio não é com ela,
mas por amor e cautela
abraça-o pela cintura.
Vai ditosa, e bem segura.
Como um rasgão na paisagem
corta a lambreta afiada,
engole as bermas da estrada
e a rumorosa folhagem.
Urrando, estremece a terra,
bramir de rinoceronte,
enfia pelo horizonte
como um punhal que se enterra.
Tudo foge à sua volta,
o céu, as núvens, as casas,
e com os bramidos que solta
lembra um demónio com asas.
Na confusão dos sentidos
já nem percebe, Leonor,
se o que lhe chega aos ouvidos
são ecos de amor perdidos
se os rugidos do motor.
Fuge, fuge, Leonoreta.
Vai na brasa, de lambreta.
18 182
Dor de Alma
Meu pratinho de arroz doce
polvilhado de canela;
Era bom mas acabou-se
desde que a vida me trouxe
outros cuidados com ela.
Eu, infante, não sabia
as mágoas que a vida tem.
Ingenuamente sorria,
me aninhava e adormecia
no colo da minha mãe.
Soube depois que há no mundo
umas tantas criaturas
que vivem num charco imundo
arrancando arroz do fundo
de pestilentas planuras.
Um sol de arestas pastosas
cobre-os de cinza e de azebre
à flor das águas lodosas,
eclodindo em capciosas
intermitências de febre.
Já não tenho o teu engodo,
Ó mãe, nem desejo tê-lo.
Prefiro o charco e o lodo.
Quero o sofrimento todo,
Quero senti-lo, e vence-lo.
POETA, homem com muita lucidez.. Além do seu tempo. Intemporal. Com um saber do sofrimento e consciência das fragilidades pessoais. A interpretação da "Pedra Filosofal" foi um dos trabalhos impostos pela minha professora de Português em 1972. Depois descobri a sua obra. Ainda adolescente. E até hoje com mais de 60 anos , há um poema perturbante. Não é a "lagrima de preta". Essa actualmente é banal, na altura não era. È a "aguazinha": Já não me lembro da letra toda." OH minha aguazinha, faz com que eu não sinta, faz com que eu não minta , com que não odeie"Àguazinha querida, compromisso antigo, dissolve-me a vida, leva-me contigo, no berço das algas; que o sal com que salgas, seja o meu vestido."
i love you
estou a fazer copi pass para um trabalho de portugues . corona
... eles sabem que a actividade onírica é intrínseca de cada Ser, que, vigilante e sonhador, o Ser nunca pode ser destronado do seu carácter pensante, uno e crítico
MELO
ESTOU FAZENDO UMA APRESENTAÇÃO ORAL ESTA INFORMAÇÃO VAI DAR CÁ UM JEITO
MC BRUNINHO
Que legal tou pensando fazer um funk com isso daqui!
Natalia ferreira
adoro te tóninho és o meu amor meto os dedos só a ouvir os teus poemas
lol
ta fixe
Maria Melita
Belo, simplesmente belo
bia louripan
gostoso
Miguel Cabeceiras de Basto
Adoro os poemas de Antonio Gedeão
miguel cabeceiras de basto
gostei do poema "lagrima de preta
VR24
"A lagrima da Preta" e um poema giro
Oriana 7c nº20 eb 2/3 de agrela
adorei os textos e poemas principalmente o poema "A Lágrima de Preta"
Que legal tou pensando fazer um funk com isso daqui!
adoro te tóninho és o meu amor meto os dedos só a ouvir os teus poemas
ta fixe
Belo, simplesmente belo
gostoso
Adoro os poemas de Antonio Gedeão
gostei do poema "lagrima de preta
"A lagrima da Preta" e um poema giro
adorei os textos e poemas principalmente o poema "A Lágrima de Preta"