Antonio Roberval Miketen

Antonio Roberval Miketen

Antonio Roberval Miketen é um poeta brasileiro contemporâneo, cuja obra se caracteriza pela exploração de temas existenciais, sociais e existenciais, com uma linguagem que transita entre o lirismo e a crueza da realidade. Sua poesia frequentemente aborda a complexidade das relações humanas, a efemeridade do tempo e a busca por sentido num mundo em constante transformação, revelando uma voz poética atenta às nuances da experiência humana e aos desafios da sociedade contemporânea.

n. , Porto Alegre · m. , Weimar

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Mendes and the Bullfight in the Round

To yield silk for silk,
millimeter by millimeter,
the petal-like tissue
to the finest needles.

To weave, weave, weave,
weave the bull in pink,
without yielding the very terrain
of the matador.

In the smothness of the silk,
in the cutting edge of a glimpse,
to slide over the sword
the purity of fire.

To retain the fate of the bull,
to feel the vein on the fingertip,
to bring the leather close to the body
without a flip of fear.

With the thinness of the needle,
even if the blood chills,
retain the dark rose
on the petal-like skin.

In the bullfight in the round,
to spill blood and salt,
weaving a rose
of fatal red color.

Millimeter by millimeter,
to yield, yield, yieid,
to yield until the very minute
when feeling that death has come.

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Biografia

Identificação e contexto básico

Antonio Roberval Miketen é um poeta brasileiro. A sua obra insere-se no panorama da literatura contemporânea do Brasil, um país de vasta diversidade cultural e social. O contexto histórico em que vive e escreve é marcado pelas rápidas transformações tecnológicas, sociais e políticas que caracterizam o século XXI.

Infância e formação

Informações específicas sobre a infância e formação de Antonio Roberval Miketen não são amplamente divulgadas. Presume-se que, como muitos criadores, tenha sido moldado pelas suas experiências de vida, leituras e pela cultura em que se inseriu. O autodidatismo e a observação atenta do mundo à sua volta são, possivelmente, elementos chave na sua formação como poeta.

Percurso literário

O percurso literário de Antonio Roberval Miketen está ligado à sua produção poética. A sua obra revela um interesse em capturar as nuances do sentir humano e do mundo que o rodeia. A publicação e divulgação dos seus poemas, possivelmente através de plataformas digitais, antologias ou edições independentes, marcam o seu caminho como escritor.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Antonio Roberval Miketen caracteriza-se por uma abordagem lírica e reflexiva sobre o cotidiano e as emoções humanas. Os temas abordados podem incluir o amor, as relações interpessoais, as paisagens urbanas ou naturais, e questionamentos existenciais. O seu estilo tende a ser direto e sincero, buscando uma comunicação clara com o leitor, sem, no entanto, sacrificar a profundidade e a sensibilidade. A exploração de diferentes formas poéticas, do verso livre à métrica mais tradicional, pode ser uma característica do seu trabalho, dependendo da inspiração.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Antonio Roberval Miketen escreve num Brasil contemporâneo, um país que enfrenta desafios sociais, políticos e ambientais significativos. A sua poesia pode dialogar com estas realidades, refletindo as preocupações e as esperanças de uma sociedade em constante mutação. A proliferação de novas mídias e plataformas de divulgação literária também molda o modo como a sua obra é produzida e recebida.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes específicos sobre a vida pessoal de Antonio Roberval Miketen não são de conhecimento público generalizado. Presume-se que as suas experiências e vivências pessoais sejam uma fonte importante de inspiração para a sua poesia, conferindo autenticidade e profundidade aos seus versos.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento de Antonio Roberval Miketen pode estar em construção, especialmente se for um autor emergente ou que atua em circuitos mais independentes. A receção da sua obra pode vir de leitores que se identificam com a sua sensibilidade e com os temas que aborda, bem como de possíveis participações em concursos literários ou publicações coletivas.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências de Antonio Roberval Miketen podem abranger uma vasta gama de poetas e correntes literárias, tanto brasileiras quanto internacionais. O seu legado, a longo prazo, dependerá da ressonância e do impacto duradouro da sua obra junto dos leitores e da crítica literária.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Antonio Roberval Miketen oferece um terreno fértil para interpretações que explorem as suas reflexões sobre a vida contemporânea, as emoções e a busca por identidade. A análise crítica poderá focar-se na sua linguagem, nas suas imagens poéticas e na forma como ele articula as suas ideias e sentimentos.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Aspectos menos conhecidos da vida ou do processo criativo de Antonio Roberval Miketen podem residir nos seus hábitos de escrita, nas suas inspirações quotidianas ou em episódios que, embora anedóticos, revelem facetas interessantes da sua personalidade como autor.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Por se tratar de um autor contemporâneo, informações sobre morte e memória póstuma não se aplicam neste momento.

Poemas

19

It is Late to be Morning

For Simone
Poor little helpless baby chick,
leaning against the thrash can,
at ease in a coat of sheer luxury,
derived from a secret sable fur,
finer
than human skin.
High up, the clouds
are becoming the color
of the yellow of your softness.
The evening turned the morning late.
Your little eyes still open
want my hands
touching the back of your feathers.
They want me to be a small boy,
a small boy offering my innocence
to the little child that chirps inside you.
Sweet was your tameness
bent over a defeated rose,
while you rested your eternity
on a bouquet of roses, despised
because withered.
But under you each petal bleeded,
leaving a stain of wine
in the rniddle of your belly.
I then passed by,
you were already dead when I passed by
enamored of the sunset,
oblivious of the morning
that was rising in your little eyes.

934

A Simone

Essas mãos que tens,
pequeninas mãos,
algas no silêncio,
lavadas de luz:
para que encontro,
diz-me, filha minha,
para que destino,
a fonte as conduz?

805

É Tarde para a Manhã

A Simone
Pobre pintinho indefeso,
encostado na lata de lixo,
na descontração de um casaco
de luxo, vindo de uma secreta
zibelina, mais fina
do que a pele humana.
No alto, as nuvens
acabam de tingir-se
no amarelo da tua maciez.
A tarde entardeceu na manhã.
Os teus olhinhos ainda abertos
queriam as minhas mãos
no dorso da tua penugem.
Queriam que eu ainda
fosse menino, menino
que oferecesse a minha inocência
só para a criança
que piava em ti.
Gentil era a tua mansidão,
debruçada sobre uma rosa rota,
pois descansavas a tua eternidade
sobre um buquê desprezado
por ser trazido de murcho.
Mas debaixo de ti
cada pétala ainda sangrava,
deixando uma mancha de vinho
no descanso do teu ventre.
Foi quando eu passei,
já estavas morto quando eu passei
enamorado pelo poente,
esquecido da manhã
que subia dos teus olhinhos.

823

Mendes e o Toureiro Redondo

Ceder seda por seda,
milímetro a milímetro,
o tecido de pétalas
às agulhas mais finas.

Tecer, tecer, tecer.
Tecer o touro em rosa,
sem ceder o terreno
exato ao matador.

Na lisura da seda,
num corte de vislumbre,
delizar na muleta
a pureza do lume.

Reter na sorte o touro,
dar a veia nos dedos,
trazendo o couro ao corpo
sem o corte do medo.

Na figura da agulha,
mesmo que o sangue gele,
reter a rosa escura
na pétala da pele.

No toureio redondo,
verter-se em sangue e sal,
tecendo-se na rosa
de vermelho fatal.

Milímetro a milímetro,
ceder, ceder, ceder.
Ceder até o limite
de sentir-se morrer.

887

Noite

Um vento ondula
folhas imensas
no mais profundo
do meu silêncio.

Uma onda inunda
meu consciente
que se afunda
na água intensa.

Memórias brilham
de uma estrela
jamais descrita.

Brama, cá dentro,
o eterno grito
da terra em trevas.

855

Oportunidad de la Rosa

I
El Canto de João Moura

EI torero gritaba del centro de la arena
y el caballo danzaba del fondo del miedo.

II
Picasso deseaba pintar una plaza
de toros del tamaño natural, exacto,

con Miuras de picos de agujas, talladas
por sobre la brillantez de negras montañas.

En los paneles del pintor se avecinan agüeros:
en Guernica pintó Él el triunfo dei toro?

Repara que las arenas son rosas humanas
listas para romperse en la furia de la sangre.

Si el sueño de Picasso no fuese un absurdo,
Manolete, con certeza, en su traje de luces,

recordando a Linares, se daría al toro:
haría Él, otra vez, la faena de la rosa?

III

Por qué ponemos en el toro la evidencia de la espera,
en ese palomo de la suerte, inocente en ser fiera?

IV

En el momento en que el cuerpo se viste de luces
el calor de las mortajas aumenta la desnudez.

V
Tragedia de "YIYO"

En la mortal lacerada del clavo en la carne
del torero brotaba la belleza brutal.

VI

Veré el día en que el toro tendrá su suerte,
en la flor del vientre falso de osada verónica?

852

For Simone

These hands of yours,
tiny little hands,
seaweeds in the silence,
bathed in light:
to what encounter,
tell me, daughter of mine,
to what fate
the fountain leads them?

972

Octava Cantiga de Amigo

Junto a las olas del mar de Vigo,
vengo al recuerdo de un amigo.
Aves ponen plumas en el horizonte
y las plumas, aguas de una fuente,
en Vigo, en las algas del mar,
del amigo me traen el tardar.
De más allá del mar viene, leve por plumas,
el dolor que no quiero llorar.
Sin embargo, las gaviotas ponen brumas
en lo profundo de mi penar,
donde, a orillas del mar de Vigo,
vengo al recuerdo de un amigo.

853

Lição da Luz

I
De súbito o silêncio tornou-se de luz,
em tecido de música, em súdito azul.

II
Acha nas sílabas a luz,
a harmonia, o som do universo,
para que ouçamos o silêncio,
este nosso humano silêncio,
para que possamos, poeta,
pisar a página do sangue.

III
Quase visível rosa tocável do pomo,
uma ogiva, no assombro, nos ombros da pomba.

IV
Nós abandonamos as coisas
porque crescemos para o sol.
Entre o que deixamos atrás,
sem piedade, sem remorso,
existe a inocência, o menino;
existe o passarinho triste,
que canta da nudez da luz
a elegia da consciência.

V
Que música, que música apaga-se ao longe,
regida pelas asas da ave no horizonte?

VI
Escreve somente o que é breve,
na breve luz de nossa vida,
que nunca aborrece as crianças
e não molha margens no olhar.
Assim queremos teus cadernos,
para mergulharmos nas algas,
naquelas raízes mais fundas
que acendem o verde do mar.

VII
Chega da lucidez, a claridade, o busto,
a puberdade lenta, no seio do susto.

VIII
A pupila de uma gazela
rasga os rochedos do horizonte.
Violeta, a janela da noite,
para o lado leste do azul,
onde no anil se esconde o ventre.

IX
No outono: o bruxuleio de polpa,; enxutas;
no vestígio do sangue, a luxúria da fruta.

X
No silêncio que se abre entre dobres de sinos,
há um passarinho morto, em lugar de um menino.

962

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