Lista de Poemas

Ser mulher

Por que será que quando estou em Roma
daria tudo para estar em casa na redoma
mas se estou na minha terra americana
minha alma deseja a cidade italiana?

E quando com você, meu amor, meu remédio,
fico espetacularmente cheia de tédio
Mas se você se levantar e me deixar
Grito para você voltar?



1 617

O dinheiro pode não comprar a saúde, mas eu me contentaria com uma cadeira de rodas cravejada de diamantes.

 

34

Desculpe a poeira.

 

40

A melhor maneira de segurar os filhos em casa é fazer do lar um lugar agradável

 

32

Só exijo três coisas de um homem: que ele seja bonito, insensível e burro.

 

30

[ Ao ouvir duas lésbicas defendendo uma lei que permitisse o casamento entre elas :] Sim, elas estão certas. Afinal, é preciso pensar nos filhos.

 

44

Algumas mulheres não gostam de revelar sua idade. Temem que seja confundida com seu número de telefone.

 

38

[ Quando lhe disseram que sua arqui-rival, a escritora Clare Boothe Luce, era muito gentil com seus inferiores :] E onde ela os encontra?

 

36

Este não é um romance para ser posto casualmente de lado. É para ser atirado longe com toda a força.

 

26

Los Angeles são 72 subúrbios em busca de uma cidade.

 

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Identificação e contexto básico

Dorothy Parker, nascida Dorothy Rothschild, foi uma escritora, crítica literária, jornalista e humorista americana. Ficou conhecida pelo seu pseudónimo Dorothy Parker. Nasceu em Long Branch, Nova Jérsia, e faleceu em Nova Iorque. Era filha de pais de origem escocesa e judia. Escreveu predominantemente em inglês.

Infância e formação

Parker teve uma infância marcada por perdas familiares e pela solidão. A sua mãe faleceu quando ela tinha dois anos, e o seu pai casou novamente, mas também faleceu quando Dorothy era adolescente. Foi educada em escolas religiosas e teve uma formação literária autodidata, desenvolvendo desde cedo um gosto pela poesia e pela escrita. Foi influenciada por autores como Edgar Allan Poe e por críticos da época.

Percurso literário

O seu percurso literário começou com a publicação de poemas em revistas como a Vanity Fair e a Vogue. Ganhou notoriedade como membro do Algonquin Round Table, um círculo de escritores e intelectuais que se reuniam no Algonquin Hotel em Nova Iorque, onde se destacou pela sua inteligência e a sua capacidade de criar epigramas. Trabalhou como crítica teatral para a revista The New Yorker, onde a sua coluna "Constant Reader" se tornou muito popular. Mais tarde, dedicou-se à escrita de contos e roteiros para cinema.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias As suas obras principais incluem as coletâneas de poemas "Enough Rope" (1926), "Sunset Gun" (1928) e "Death and Taxes" (1931), bem como as coletâneas de contos "Laments for the Living" (1930) e "After Such Pleasures" (1933). Os temas dominantes na sua obra são o amor não correspondido, o divórcio, a solidão, a hipocrisia social e a mortalidade, abordados com um humor ácido e um pessimismo elegante. A sua poesia caracteriza-se pela concisão, pela métrica clássica muitas vezes subvertida e por um tom confessional e irónico. A linguagem é precisa e afiada, utilizando metáforas e jogos de palavras para criar um efeito cortante. Parker inovou ao trazer uma voz feminina incisiva e crítica para a literatura americana, desafiando as convenções sociais e literárias da sua época. Está associada ao movimento modernista americano.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Parker viveu durante um período de grandes transformações sociais e culturais nos Estados Unidos, incluindo os "Roaring Twenties", a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial. Foi contemporânea de F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway e George S. Kaufman. O seu círculo social incluía muitos dos artistas e escritores mais influentes da época. A sua obra reflete as ansiedades e os desenganos da vida urbana moderna e as complexidades das relações humanas.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal A vida pessoal de Dorothy Parker foi marcada por três casamentos conturbados, incluindo um com o roteirista e ator Alan Campbell, com quem manteve uma relação complexa e intermitente. Sofreu de depressão e teve problemas com o álcool. Durante a Guerra Civil Espanhola e a Segunda Guerra Mundial, manifestou posições antifascistas e apoiou a causa republicana em Espanha. Foi uma defensora ativa dos direitos civis.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção Dorothy Parker foi uma figura literária muito popular em vida, especialmente pelo seu humor e sagacidade. Recebeu várias nomeações para o Óscar pelo seu trabalho em filmes. Apesar da sua popularidade, a sua obra poética nem sempre foi levada a sério pela crítica académica, que por vezes a considerava demasiado superficial devido ao seu tom irónico e humorístico. Contudo, o seu legado como cronista da vida americana do século XX e como uma voz feminina independente é inegável.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Parker foi influenciada por poetas como John Keats e por escritores satíricos. O seu estilo e a sua voz influenciaram gerações posteriores de escritores, especialmente mulheres, que encontraram na sua obra um modelo de independência e crítica social. A sua capacidade de usar o humor para abordar temas sérios deixou uma marca indelével na literatura americana.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Parker é frequentemente interpretada como um reflexo do desencanto e da alienação na sociedade moderna. A sua poesia e os seus contos exploram a fragilidade das relações humanas e a busca por significado num mundo aparentemente absurdo. A análise crítica tende a focar-se na dualidade entre o humor aparente e a profunda melancolia subjacente, e na sua perspicaz observação da psicologia humana.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Parker era conhecida por ser extremamente autocrítica e por ter um sentido de humor autodepreciativo. Tinha uma relação de amor e ódio com o seu próprio trabalho, muitas vezes considerando-o inferior ao que poderia ter sido. Era também uma grande apreciadora de cães e dedicou parte do seu legado à proteção animal.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Dorothy Parker faleceu em 1967, aos 73 anos, vítima de um ataque cardíaco. Em testamento, deixou os seus bens e direitos autorais ao Dr. Martin Luther King Jr. e à NAACP (National Association for the Advancement of Colored People), em reconhecimento ao seu trabalho pelos direitos civis. A sua obra continua a ser lida e admirada, e a sua figura é lembrada como um ícone da literatura americana do século XX.