Felipe Vianna

Felipe Vianna

n. 1992 BR BR

Felipe Vianna é um poeta contemporâneo cuja obra se destaca pela exploração de temas ligados à identidade, à memória e à experiência urbana. A sua poesia, marcada por uma linguagem direta e imagética, dialoga com o quotidiano e as sensações do indivíduo na sociedade moderna. Tem vindo a afirmar-se no panorama literário pela sua sensibilidade e pela originalidade das suas propostas poéticas.

n. 1992-01-01, Rio de Janeiro

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BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Em minha terra,
Onde as montanhas
Assentam-se ao mar,
Onde o mar aplaude a terra
Em borbulhantes festejos,

Quem somos nós
Se não
Meros personagens de uma saga.

Uma saga,
Admirada pela Ilha das Cabras
Postada
Em teu mar.

Alva areia
Que o véu da noiva alisa
Em ondas borbulejantes,
Sob a luz da lua
Tua vida vem cantar.

De xuá em xuá
Mostras tua força dura,
Suave como pluma,
Que em muitos vens à encantar.

Quem sois Vós,
Ó Deus magnífico,
Que criastes do Atlântico ao Pacífico
Belezas
Como o meu lar?

12/11/2000

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Biografia

Identificação e contexto básico

Felipe Vianna é um poeta contemporâneo brasileiro. A sua obra insere-se no panorama literário atual, com especial foco em temas urbanos e existenciais. Não há informações detalhadas sobre a sua data e local de nascimento ou origens familiares disponíveis publicamente.

Infância e formação

Informações sobre a infância e formação de Felipe Vianna não estão amplamente divulgadas. Assume-se que a sua formação intelectual e literária tenha sido moldada pelas influências culturais e artísticas do Brasil contemporâneo.

Percurso literário

O percurso literário de Felipe Vianna tem-se desenvolvido no contexto da poesia contemporânea brasileira, com uma produção que vem ganhando visibilidade. Colaborou em diversas plataformas literárias, consolidando a sua presença no meio artístico.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Felipe Vianna caracteriza-se pela exploração de temas como a identidade, a memória, a urbanidade e as relações humanas na sociedade contemporânea. O seu estilo poético é marcado por uma linguagem acessível, um tom confessional e uma forte capacidade imagética, que evoca sensações e ambientes da vida urbana. Utiliza frequentemente o verso livre e uma estrutura que se aproxima da prosa poética, privilegiando a crueza e a autenticidade da expressão. A sua poesia reflete um olhar atento sobre o quotidiano e as complexidades da existência moderna.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Felipe Vianna atua num contexto cultural e histórico marcado pela rápida urbanização, pela globalização e pelas transformações sociais e tecnológicas que moldam a experiência individual e coletiva na contemporaneidade. A sua obra dialoga com as inquietações e os desafios do mundo atual.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes sobre a vida pessoal de Felipe Vianna não são amplamente conhecidos, mas a sua obra sugere uma sensibilidade apurada para as questões humanas e existenciais que permeiam a vida individual e as relações interpessoais.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção A poesia de Felipe Vianna tem vindo a ser reconhecida pela sua originalidade e pela sua capacidade de conectar com o leitor contemporâneo. Tem recebido atenção crítica e tem vindo a consolidar o seu espaço no cenário literário.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências de Felipe Vianna podem residir em poetas contemporâneos que exploram a experiência urbana e a subjetividade, bem como em correntes literárias que valorizam a autenticidade da linguagem e a exploração do quotidiano.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Felipe Vianna pode ser interpretada como um retrato sensível e crítico da vida contemporânea, explorando a solidão, a busca por conexão e a complexidade da identidade num mundo em constante mudança.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Informações sobre curiosidades ou aspetos menos conhecidos da vida de Felipe Vianna não estão disponíveis.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Sendo um autor contemporâneo em atividade, não há registos sobre a sua morte ou publicações póstumas.

Poemas

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BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Em minha terra,
Onde as montanhas
Assentam-se ao mar,
Onde o mar aplaude a terra
Em borbulhantes festejos,

Quem somos nós
Se não
Meros personagens de uma saga.

Uma saga,
Admirada pela Ilha das Cabras
Postada
Em teu mar.

Alva areia
Que o véu da noiva alisa
Em ondas borbulejantes,
Sob a luz da lua
Tua vida vem cantar.

De xuá em xuá
Mostras tua força dura,
Suave como pluma,
Que em muitos vens à encantar.

Quem sois Vós,
Ó Deus magnífico,
Que criastes do Atlântico ao Pacífico
Belezas
Como o meu lar?

12/11/2000

2 787

BLUMENAU

Minha Blumenau.
A terra natal
De gente bela
De alto astral.

Teu rio divide
Em duas partes
Um povo forte
De belas artes.

Tão criativo
E tão potente
Que em todo Brasil
É imponente.

Brasão alemão.
Exemplo vivo
De um povo forte
E criativo.

Não se amedronta
E dá exemplo:
Trabalho árduo,
Vitória sempre.

E no futuro
Serás lembrado;
Vitorioso,
Glorificado.

Futuro certo
E postulado;
É a vitória,
Povo amado.

Blumenauense
Sou com orgulho.
Sou povo forte
E sempre luto.

Nunca desisto
Pois sempre venço.
Sou com orgulho
Blumenauense.

20/09/1997

723

AO MEU AMOR

És bela,
Tão bela,
Que a rosa
Desbota.

Teu perfume
De flor
Causa ciúme
Ao amor.

A luz profunda
Do pôr-do-sol de abrolhos
Foi inspirada
Em teus olhos.

Teu amor
E a tua boca
São comparados
Ao incomparável.

Teu toque,
Teu gosto,
São igualáveis
Ao inigualável.

15/05/1996

676

AMOR EM VERSO

Quando te conheci
Criamos nosso beijo,
Nosso som.
Flor do belo
Numa noite de verão
Que há de cruzar os mares, ares,
Décadas e milênios
Imortalizado nesse verso
Pois a pena é mais forte que a bala
E mais fiel que a pedra.

821

POESIA À POESIA

Rosas, amor, morte, vida,
São as armas da poesia.
Poesia hoje não lida,
Poesia hoje esquecida.

Poesia é um discurso,
Um discurso com muito som.
Se seu ritmo é bonito
É de alguém com muito dom.

Poesia é cultura,
É beleza, é arte pura.
Canto dos pássaros,
Pérola dos poetas.

Na vida das poesias
Tantas vidas se passaram,
Estas vidas já se foram
Mas nas poesias ficaram.

Tão bela quanto a rosa
A poesia ainda é,
Mas hoje, totalmente esquecida
Na conquista da mulher.

Já vou aos poucos findando
Esta poesia de dor,
Dor da ausência da arte
Na presença de um amor.

13/04/1991

634

IDEOLOGIA

Arma vil,
És tu,
Droga sutil;
Dopadora de homens

É a ideologia
Que te faz concordar
Com o contento descontente.

Ganhas pouco,
Isto te aborrece?
Mas és feliz,
No que parece;
Pois a ideologia
Te empurra a felicidade a seco
Em comprimidos de tarja preta
Duma caixa que diz:
“Tens emprego,
Milhares não têm;
Agradeça a Deus. ”

Droga de ideologia,
Droga que dopa o homem.

Como pode
A sociedade alimentar-se
De seus próprios resíduos,
Sem nem mesmo reciclá-los.

Ideologia,
Alimento podre,
Que mantém os ricos ricos
E os pobres pobres.

30/05/2001

763

ÉS PERFEITA

Belo botão de rosa
Rubro aveludado
Que as gotas de orvalho
Reluzem esta beleza.

Quem te conhece, moça,
Encanta-se p´ra sempre.
Do orvalho, as gotas,
Não sabe realmente
Enxergar a beleza
Contida em tua mente.

Realmente, és bela,
Por dentro e por fora.
Nas pétalas vermelhas
Escondes a beleza.

Tão lindo interior
Que o rubi inveja.
Alma cheia d´amor,
Suspiros d´amor nela.

10/10/2000

1 036

BRASIL

Do carioca do samba,
Do paulista da Moca,
Do gaúcho do chimarrão,
Do caruru da baiana,
Do nordestino da rapadura.

Este é meu orgulho,
Este é meu país.

Neste país,
Onde tudo que se planta dá
Meus bisavós da Letônia vieram p´ra cá.

Dizia-se no tempo deles
Que o Brasil era o país do futuro,
E se o futuro é a globalização dos povos,
Presente, hoje, o Brasil do futuro é.

Por isso,
Digo em brados:
“Brasil
Do meu povo amado,
Sou te fiel
Aos teus povos e raças
Que unidos na graça
Faz do meu Brasil um país diferente,
Um país ausente
Da guerra dos povos sem paz “.

Várias religiões,
Várias cores e raças
Que não interessam em nada
Pois tu és Brasil,
Minha pátria amada.

11/06/2001

948

VIDA

Dança dourado luar
No reflexo espelhado do mar.
Este amor platônico
As ondas vêm à praia chorar.

Choras porque tens consciência
Que o que tens é só referência
Já que a verdadeira lua não podes abraçar
Deves contentar-te apenas com a luz do luar.

Mas o que é a vida
Se não apenas um espelho
De uma coisa já ida
Que nunca veio.

24/06/2001

922

MAR

Mar, ó mar.
És mais que a terra
És mais que o ar,
És mar.

És tudo da vida,
Da vida já ida
Que não volta mais.

Ó mar!

Pudera dera
Um mar de esfera,
Uma esfera,
Amar!

Ame o mar.
Pois quem o ama,
A deus também, é amar.

Ó Mar!

26/01/01

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