Lista de Poemas
Chega
não quero mais morte
não quero mais dor ou sombras chega
meu coração é esplêndido como uma palavra
meu coração tornou-se belo como o sol
que sai voa canta meu coração
é cedo um passarinho
e depois teu nome
teu nome sobe todas as manhãs
aquece o mundo e se põe
só em meu coração
sol em meu coração
(Tradução de Ricardo Domeneck)
Basta
basta
no quiero más de muerte
no quiero más de dolor o sombras basta
mi corazón es espléndido como una palabra
mi corazón se há vuelto bello como el sol
que sale vuela canta mi corazón
es de temprano un pajarito
y después es tu nombre
tu nombre sube todas las mañanas
calienta el mundo y se pone
solo en mi corazón
sol en mi corazón.
.
.
.
claro que morrerei
em ossos ou cinzas
e dirão palavras e cinzas
e eu hei de morrer totalmente
claro que isto acabará
minhas mãos pelas tuas alimentadas
hão de pensar-se de novo
na umidade da terra
eu cá não quero caixão
nem roupa
que o barro aceite minha cabeça
e que os bichos me devorem
agora
despido de ti
Final
querido juan, morreste finalmente.
De nada serviram teus pedaços
molhados em ternura.
Como foi possível
que tu fosses embora por um furinho
e ninguém tenha posto o dedo
para que ficasses?
Deve ter comido toda a raiva do mundo
antes de morrer
e depois ficava triste triste
apoiado em seus ossos.
Já te baixaram, maninho,
a terra está tremendo de ti.
Velemos para ver onde brotam tuas mãos
empurradas por tua raiva imortal.
Limites
até aqui a água?
Quem disse alguma vez: até aqui o ar,
até aqui o fogo?
Quem disse alguma vez: até aqui o amor,
até aqui o ódio?
Quem disse alguma vez: até aqui o homem,
até aqui não?
Somente a esperança tem joelhos nítidos.
Sangram.
Ancorado em Paris
tomávamos sempre café no Bois de Boulogne,
contava-me as suas aventuras na Rodésia do Sul
mas mentia, era evidente que nunca tinha ido além do Sahara
Seja como for, encantava-me a sua elegância,
a sua maneira de encolher os ombros diante das mesquinharias da vida,
olhava os franceses pela vidraça do café
e dizia "os idiotas fazem filhos".
Os dois ou três caçadores ingleses que tinha comido
provocavam nele remorsos e até melancolia
"as coisas que um tipo faz para viver" pensava
mirando as melenas no espelho do café.
Sim, tenho muitas saudades dele,
nunca pagava a conta,
mas indicava a gorjeta a ser deixada
e os garçons cumprimentavam-no com especial deferência.
Despedíamos-nos na orla do crepúsculo,
ele regresava a son bureau, como dizia,
não sem antes me advertir com uma pata no meu ombro
"tem cuidado, meu filho, com a Paris nocturna"
Tenho realmente muitas saudades dele,
os seus olhos enchiam-se às vezes de deserto
mas sabia calar-se como um irmão
quando emocionado, emocionado,
eu lhe falava de Carlitos Gardel.
Foto
há teu rosto de perfil, tua boca. teus cabelos,
mas quando vibrávamos de amor
debaixo da maré da noite e do clamor da cidade
teu rosto é uma terra sempre desconhecida
e esta fotografia o esquecimento, outra coisa.
Uma mulher e um homem
Pouco se sabe
Sefini
todo o dia vivi com tua ausência
todo o dia vivi da tua ausência já que os
terramotos
e outros desastres internacionais
não me distraíram de ti
eu sou um homem do mundo interessa-me
a revolução no Paquistão a falta
de revolução no Yorkshire onde
vi uma vez gente a chorar
de fome ou de raiva nem mais
como é então possível
entre as tempestades ou calmarias
que vêm a dar no mesmo em
certo ponto de vista eu
não esquecer a tua firmeza
a aparência suave que tens
e tudo ser como o teu cheiro depois de amar
em vez de amar ser como o teu cheiro?
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