Lista de Poemas
Arte Poética
como um amo implacável
obriga-me a trabalhar de dia, de noite,
com dor, com amor,
sob a chuva, na catástrofe,
quando se abrem os braços da ternura ou da alma,
quando a enfermidade afunda as mãos.
A este ofício obrigam-me as dores alheias,
as lágrimas, os lenços saudadores,
as promessas em meio ao outono ou ao fogo,
os beijos de encontro, os beijos de adeus,
tudo me obriga a trabalhar com as palavras, com o sangue.
Nunca fui o dono de minhas cinzas, meus versos,
rostos obscuros escrevem-nos como atirar contra a morte.
O cão
Os iludidos
Poema XXXIII
Não quero mais morte
Não quero mais dor ou sombras basta
Meu coração é esplêndido como a palavra
Meu coração tornou-se belo como o sol
Que sai voa canta meu coração
De manhã cedo é um passarinho
E depois é teu nome
Teu nome sobe todas as manhãs
Aquece o mundo e se põe
Só em meu coração
Sol em meu coração
Amor que serena, termina?
Costumes
Mulheres
devia haver umas 12397 mulheres em sua mulher
era difícil alguém saber com quem se tratava
nesse povo de mulheres
por exemplo:
estávamos deitados em um leito de amor
ela era uma alvorada de algas fosforescentes
quando a fui abraçar
se converteu em singapura repleta de cães que uivavam
recordo
quando apareceu envolta em rosas de agadir
parecia uma constelação na terra
parecia que o cruzeiro do sul havía baixado à terra
essa mulher brilhava como a lua de sua voz clara
como o sol que se punha em sua voz
nas rosas estavam escritas todos os nomes dessa mulher menos um
e quando se virou
sua nuca era o plano econômico
tinha milhares de cifras e a balança de mortes favoráveis à ditadura militar
ninguém nunca sabia aonde ia parar essa mulher
eu estava ligeiramente desconcertado
uma noite a toquei no ombro para ver quem era
e vi em seus olhos desertos um camelo
às vezes
essa mulher era a banda municipal de meu povo
tocava doces valsas até que o trombone começava a desafinar
e os demais desafinavam com ele
essa mulher tinha a memória desafinada
você podia amá-la até o delírio
fazer crescer dias de sexo trêmulo
fazer voar como passarinho de savana
no dia seguinte se despertava falando de malevich
a memória lhe andava como um relógio com raiva
às três da tarde acordava da carga
que lhe pisoteou a infância numa noite do ser
era muitas coisas essa mulher e
era uma banda municipal
a devoraram todos os fantasmas que pude alimentar
com suas milhares de mulheres
e era uma banda municipal desafinada
indo-se pelas sombras da pracinha de meu povo
eu
companheiros
uma noite como esta
que nos embebem os rostos e em que provavelmente morremos
montei no camelinho que esperava em seus olhos
e me fui das costas tíbias dessa mulher
calado como um menino debaixo dos gordos abutres
que me comem inteiro
menos o pensamento
de quando ela se unia como um ramo
de doçura e o lançava pela tarde
Opiniões
Um homem desejava loucamente voar
a algumas pessoas lhes parecia mal
Um homem desejava ardentemente a Revolução
E contra a opinião da grande maioria
Subiu pelos muros secos do devido
Abriu o peito e retirando os arredores de seu coração
Agitava violentamente uma mulher
Voava loucamente pelo tecto do mundo
E os povos ardiam, as bandeiras
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