Lista de Poemas

As penas servem para intimidar aqueles que não querem cometer crimes.

 

31

Nenhuma fronteira seduz mais ao contrabando do que a fronteira representada pelo limite de idade.

 

34

O ciúme do homem é uma instituição social, a prostituição da mulher é um impulso natural.

 

41

A ordem moral do mundo mostrou estar à altura das misteriosas capacidades da mulher de ser prostituída e de se prostituir criando duas formas de vida monogâmicas: a concubina e o rufião.

 

26

Primeiro se proteger das crianças, depois protegê-las!

 

30

Uma mulher que presta para o amor gozará na velhice as alegrias de uma alcoviteira. Uma natureza frígida apenas alugará quartos.

 

33

O rufião é um sustentáculo da mulher. Caso o perca, pode acontecer facilmente que ela decaia.

 

30

Uma prostituição moralmente aceita se baseia no princípio da monogamia.

 

35

Um materialismo horripilante nos prega que o amor nada tem a ver com o dinheiro, e o dinheiro, nada com o amor. A concepção idealista pelo menos admite um limite de preços em que começa o amor verdadeiro. Esse é simultaneamente o limite em que acaba o ciúme daquele que é amado por ser quem é. Tal limite acaba, embora pudesse começar nesse ponto. O terreno da concorrência está obstruído.

 

32

A moral do pecado tem o propósito de eliminar as causas às quais se pode atribuir a geração de crianças. Ela afirma que o aborto do prazer é inofensivo quando praticado com todas as cautelas da ciência teológica.

 

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Karl Kraus nasceu em 1874, em Jičín, no então Império Austro-Húngaro. Sua obra é marcada por um profundo ceticismo em relação à sociedade, à política e à cultura de sua época. Foi um crítico implacável da imprensa, da guerra e da hipocrisia burguesa, utilizando um estilo aforístico e um humor corrosivo. Além de ensaios e artigos, escreveu peças de teatro e poemas. Sua influência se estendeu por diversas áreas, inspirando movimentos de vanguarda e pensadores posteriores. Morreu em Viena em 1936.