Lista de Poemas

Eis como uma mulher apta para a vida celebra sua paz duvidosa com o mundo: renuncia à personalidade e recebe galanterias em troca.
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Não é costume casar com uma mulher que antes teve um caso. Mas é costume ter um caso com uma mulher que se casou antes.
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Os jornalistas escrevem porque não têm nada a dizer, e têm algo a dizer porque escrevem.

 

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“Mulheres caídas”? Putas que caíram no casamento!
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O que não conseguem os costumes sociais! Apenas uma teia de aranha estendida sobre o vulcão, mas ele se contém.
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A abstinência sempre se vinga. Num produz pústulas; noutro, códigos sexuais.
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Uma individualidade pode resistir mais facilmente à coação do que um indivíduo à liberdade.

 

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As penas servem para intimidar aqueles que não querem cometer crimes.
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Seria uma estatística interessante: quantas pessoas são levadas pelas proibições a violá-las. Quantos delitos são consequência das penas. Seria interessante saber se mais crianças são violadas apesar do limite de idade ou por causa dele.
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“Democrático” significa poder ser escravo de todo mundo.

 

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Karl Kraus nasceu em 1874, em Jičín, no então Império Austro-Húngaro. Sua obra é marcada por um profundo ceticismo em relação à sociedade, à política e à cultura de sua época. Foi um crítico implacável da imprensa, da guerra e da hipocrisia burguesa, utilizando um estilo aforístico e um humor corrosivo. Além de ensaios e artigos, escreveu peças de teatro e poemas. Sua influência se estendeu por diversas áreas, inspirando movimentos de vanguarda e pensadores posteriores. Morreu em Viena em 1936.