Mailson Furtado Viana

Mailson Furtado Viana

n. 1991 BR BR

Mailson Furtado Viana é um poeta brasileiro contemporâneo cuja obra se distingue pela exploração de temas existenciais e sociais, com uma linguagem lírica e acessível. Sua poesia frequentemente aborda a vida cotidiana, as relações humanas e a busca por sentido, refletindo uma sensibilidade aguçada e um olhar atento sobre o mundo. Viana tem se destacado na cena literária atual pela sua capacidade de conectar-se com o leitor através de versos que ressoam com a experiência comum, oferecendo uma perspectiva poética sobre os desafios e as belezas da vida moderna.

n. 1991-03-15, Cariré

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poeminhas de amor

I.
tu tão amanhã eu tão instante
conjugamos o tempo vivendo

II.
a gente tão longe
- 'tá bonita a lua hoje
- 'tá mesmo, 'tá linda

vartoja era tão perto
do mundo

soubemos

depois disso
tudo ficou mais fácil
Ler poema completo
Biografia

Identificação e contexto básico

Mailson Furtado Viana é um poeta brasileiro contemporâneo. Sua escrita em português reflete as nuances da experiência moderna e suas reflexões sobre a existência.

Infância e formação

Não foram encontradas informações detalhadas sobre a infância e formação de Mailson Furtado Viana.

Percurso literário

O percurso literário de Mailson Furtado Viana tem se consolidado na poesia contemporânea brasileira, com obras que exploram temas relevantes para o seu tempo. Sua produção poética tem ganhado visibilidade no cenário literário.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Mailson Furtado Viana é marcada por um lirismo contemporâneo, que transita entre o pessoal e o universal. Explora temas como as relações humanas, a efemeridade do tempo, a busca por identidade e as questões sociais, utilizando uma linguagem clara e imagética. Seu estilo é caracterizado pela sensibilidade e pela capacidade de evocar emoções e reflexões no leitor.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Mailson Furtado Viana insere-se no contexto da poesia brasileira contemporânea, dialogando com as inquietações e as linguagens que moldam a produção literária atual. Sua obra reflete, de certa forma, o espírito do seu tempo.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Não foram encontradas informações detalhadas sobre a vida pessoal de Mailson Furtado Viana.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento de Mailson Furtado Viana advém de sua crescente presença na literatura contemporânea, onde sua poesia é apreciada pela sua pertinência temática e qualidade estética.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado O legado de Mailson Furtado Viana está em construção, mas já se destaca por sua contribuição à poesia contemporânea, abordando temas que ressoam com a sensibilidade de seus leitores.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A poesia de Viana pode ser interpretada como um espelho das inquietações da sociedade contemporânea, com um olhar que busca a beleza e o sentido nas experiências do dia a dia.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Não foram encontradas informações específicas sobre curiosidades ou aspetos menos conhecidos de Mailson Furtado Viana.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Não foram encontradas informações detalhadas sobre a morte de Mailson Furtado Viana.

Poemas

11

poeminhas de amor

I.
tu tão amanhã eu tão instante
conjugamos o tempo vivendo

II.
a gente tão longe
- 'tá bonita a lua hoje
- 'tá mesmo, 'tá linda

vartoja era tão perto
do mundo

soubemos

depois disso
tudo ficou mais fácil
776

no teatro tudo é presente

no teatro tudo é presente
700 anos a 10 metros
e qual o quê velocidade da luz
piada. piada.

a cortina a guilhotinar o tempo
a vida toda a caber naquele oco de mundo
e nós
a 10 metros de tudo

_____por trás num bar
_____num quarto de apartamento
_____numa parada de ônibus
_____ou mesmo assistindo a gente
estamos
nem coubemos na vista
_____deve ser coxia
____________camarim
____________qualquer canto sem luz
____________qualquer canto sem nome

a vida ali toda cabe
não se sabe do tempo
(nem se vê, parece)
não se sabe muita coisa
663

as sandálias ao canto

as sandálias ao canto
guardam teus passos
e não sabem pra diante
o horizonte

guardam caminhos
guardam distâncias
guardam a próxima esquina
guardam o fim do mundo
__________que nelas começa
723

das amizades distantes

o poeta escreveu algo
que agora não lembro de cor
mas o li
outros também
e depois outros e outros e outros
e pararipararaparara

ficou famoso
saiu no jornal
fez pose de importante
e a vida voou voou

fiquei amigo dele
depois de o matarem
no século dezenove
660

crônica de um homem de fé

não era de frequentar igrejas
mas era crente nalguma coisa

na volta do trabalho
na barraca de cachorro-quente
um senhor discursava
preâmbulos do fim do mundo
o juízo final se aproxima

sentiu medo

ao chegar em casa
perguntou à mulher
como se rezava o pai-nosso
643

a estante deslocou a sala

a estante deslocou a sala
pro canto
tudo de importante
lá está

de canto
os outros três
existem
__________pra gente
__________por obrigação.
talvez
pra evitar intrigas com a física
ou mesmo só pra passeio

são só vistos
pela estante
que ali não pisou

na estante
um cristo redentor
que esteve no rio e lembrou-se d’alguém
se mistura à torre eiffel
que nem sabe de onde veio
um jarro desbotado
pintado de poeira
continua na mesma pose
e logo mais são paulo
em um flash na tv
se mistura também
no porta-retratos assistimos
mas não sabemos de nada
(nosso riso anda sem graça já)

dos outros cantos
sobram pra gente
a gente lá até vive
mas da estante é mais fácil lembrar
663

por causa do alvará de funcionamento

as casas
as ruas
cheiravam
fediam
apodreciam

tinham cheiro de feijão às quinze pro meio-dia
cheiro de cigarro às seis e tanto
gosto de sexo depois das dez
fediam ao uso

hoje
são estéreis

sovinam sussurros
se afogam em antidepressivos
se negam morrer

são hipócritas
762

naquele tempo

naquele tempo
a tia me disse que
na enciclopédia de tudo havia
— o mundo lá está.
o veria de perto

__________—
__________mas varjota lá não ‘tava
__________nem o açude
__________nem
__________o gol que fiz na rua
__________muito menos o pé-de-seriguela no quintal
__________ou seu antônio no balanço à calçada

a gente era tão longe

do mundo
já não sabia bem
por birra
na enciclopédia
o trouxe pra casa
e por cinco dias
na estante o guardei
688

no teatro tudo é presente

no teatro tudo é presente
700 anos a 10 metros
e qual o quê velocidade da luz
piada. piada.

a cortina a guilhotinar o tempo
a vida toda a caber naquele oco de mundo
e nós
a 10 metros de tudo

por trás num bar
num quarto de apartamento
numa parada de ônibus
ou mesmo assistindo a gente
estamos
nem coubemos na vista
deve ser coxia
camarim
qualquer canto sem luz
qualquer canto sem nome

a vida ali toda cabe
não se sabe do tempo
(nem se vê, parece)
não se sabe muita coisa
652

a tudo basta

a tudo basta
o ser
ou se por em fotografia

ou
nada seria?
695

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