o âmbito da vida e outras refregas
o âmbito da vida
é a pátria humana
e não há que tê-lo
em limites frouxos
antes é vê-lo numa ordem
avessa a tudo que é pouco
o avulso da vida
é o desengano
o resto é apenas sonhar
a possibilidade do sonho
e derramá-lo pelos ossos
sem espanto
o inverso da vida
é um tempo plástico
esgarça-se num espaço
involuntário
onde nada se mede
pelos metros que abraça
o invólucro da vida
é a mágica
de construir a si própria
na prática
nada do que é retórico
lhe constata
a não ser o verso informal
de quem soletra sonhos
pela estrada
o espaço da vida
é quase um não
guardada a possibilidade
da revolução
e nem passos há
de exatidão
tudo que lhe caminha
está à mão
é a pátria humana
e não há que tê-lo
em limites frouxos
antes é vê-lo numa ordem
avessa a tudo que é pouco
o avulso da vida
é o desengano
o resto é apenas sonhar
a possibilidade do sonho
e derramá-lo pelos ossos
sem espanto
o inverso da vida
é um tempo plástico
esgarça-se num espaço
involuntário
onde nada se mede
pelos metros que abraça
o invólucro da vida
é a mágica
de construir a si própria
na prática
nada do que é retórico
lhe constata
a não ser o verso informal
de quem soletra sonhos
pela estrada
o espaço da vida
é quase um não
guardada a possibilidade
da revolução
e nem passos há
de exatidão
tudo que lhe caminha
está à mão
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