OCIDENTE B. Hte. 07/1981
Em nome da liberdade,
Democracia justa e cristã,
Rasgam minha carne,
Teu corpo.
Ferem minh´alma,
Teu ser,
Também a mim,
A ti.
Baixo o tacão da víbora assassina,
Fantasiada de cores....
Embebidas de sangue.
Em nome da liberdade,
Democracia justa e cristã,
Depõem governos,
Do povo.
Deportam os meus,
Teus filhos,
Com capacetes [enfiados até o pescoço]
Cospem o ódio,
Da múmia
Apodrecida no mar de suas misérias.
Em nome da liberdade,
Democracia justa e cristã,
Deixam a mim,
A ti,
Morrerem de fome,
Filhos, os meus,
Os teus,
Enquanto os do escárnio
Bailam e cantam
Na volúpia dos dólares
Já corrigidos.
Já não respeitam
O teu amor – por eles em séculos decantado –
Invadem tua casa,
Matam tua fé.
Os seus ministros – senhor –
Achincalhados,
Por defenderem a esperança.
E teu lar,
Destroçam com bombas e baionetas
Tudo,
Em nome da liberdade, democracia justa e cristã.
Roubam a pátria e
Vendem o teu sangue.
Me crucificam,
A mim,
A ti,
Os nossos irmãos,
Que uma e uma tão só vez pecaram.
Acreditam em patentes,
Traidoras,
Turíbulos com incenso envenenado.
Em comunistas
Comendo criancinhas
Que lhe tomam tudo,
O que jamais haviam possuído.
Arutãna Cobério
Em nome da liberdade,
Democracia justa e cristã,
Rasgam minha carne,
Teu corpo.
Ferem minh´alma,
Teu ser,
Também a mim,
A ti.
Baixo o tacão da víbora assassina,
Fantasiada de cores....
Embebidas de sangue.
Em nome da liberdade,
Democracia justa e cristã,
Depõem governos,
Do povo.
Deportam os meus,
Teus filhos,
Com capacetes [enfiados até o pescoço]
Cospem o ódio,
Da múmia
Apodrecida no mar de suas misérias.
Em nome da liberdade,
Democracia justa e cristã,
Deixam a mim,
A ti,
Morrerem de fome,
Filhos, os meus,
Os teus,
Enquanto os do escárnio
Bailam e cantam
Na volúpia dos dólares
Já corrigidos.
Já não respeitam
O teu amor – por eles em séculos decantado –
Invadem tua casa,
Matam tua fé.
Os seus ministros – senhor –
Achincalhados,
Por defenderem a esperança.
E teu lar,
Destroçam com bombas e baionetas
Tudo,
Em nome da liberdade, democracia justa e cristã.
Roubam a pátria e
Vendem o teu sangue.
Me crucificam,
A mim,
A ti,
Os nossos irmãos,
Que uma e uma tão só vez pecaram.
Acreditam em patentes,
Traidoras,
Turíbulos com incenso envenenado.
Em comunistas
Comendo criancinhas
Que lhe tomam tudo,
O que jamais haviam possuído.
Arutãna Cobério
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