caminhamos alienados
«Caminhamos alienados, abandonando esquecidos
restos do que fomos» [1] nesta engrenagem chamada vida.
Somos um corpo de batalha onde se enfrentam múltiplos
adversários ─ todos saídos de cada eu que somos.
Todos iguais, todos fraternos, todos frente a frente
combatendo-se. Neste puro acto de viver,
quantas vezes se bloqueia o caminho antes de se percorrer
e somos nele a pedra onde tropeçamos.
Há fugazes instantes onde se captam fugazes iluminações;
Luminosidades que estilhaçam o ininterrupto tempo
onde se leem as vagas de todas as marés.
Caminho amputado de vaga esperança nesta loucura
insubmissa e cantante que nem sempre é
a melodia da vida. Cru e gelado é este campo de batalha
onde o estranho eu que somos nos combate
nesta condição que o destino nos impôs:
─ sermos de nós mesmos o eterno desconhecido.
______________
Alvaro Giesta
(desta gaveta de sombras)
[1] Afonso Valente Batista in "A Voz das Pedras"
restos do que fomos» [1] nesta engrenagem chamada vida.
Somos um corpo de batalha onde se enfrentam múltiplos
adversários ─ todos saídos de cada eu que somos.
Todos iguais, todos fraternos, todos frente a frente
combatendo-se. Neste puro acto de viver,
quantas vezes se bloqueia o caminho antes de se percorrer
e somos nele a pedra onde tropeçamos.
Há fugazes instantes onde se captam fugazes iluminações;
Luminosidades que estilhaçam o ininterrupto tempo
onde se leem as vagas de todas as marés.
Caminho amputado de vaga esperança nesta loucura
insubmissa e cantante que nem sempre é
a melodia da vida. Cru e gelado é este campo de batalha
onde o estranho eu que somos nos combate
nesta condição que o destino nos impôs:
─ sermos de nós mesmos o eterno desconhecido.
______________
Alvaro Giesta
(desta gaveta de sombras)
[1] Afonso Valente Batista in "A Voz das Pedras"
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