Poema ao guerrilheiro assassinado
agora
transitoriamente horizontal
nesta química inoperância
não trazes mais que o aval
daqueles que te fizeram substância
nesta geométrica mudança
em que de prumo fizeram-te horizonte
apenas humanizou a tua queda
uma pequena lágrima, uma gota de sangue
subtraíram a vida
como uma infinita soma
onde teu corpo engoliu os anos
e teu povo engoliu as sombras
mas mesmo assim
impreterivelmente indefinido
estarás vivo em qualquer praça
do povo que sonhaste livre
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Museus
Os museus vazios: a que vieram essas construções monumentais se vazias ficaram suas salas e corredores sem vestígio do cotidiano do…
Darlan de Matos Cunha
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski