Se um dia a saudade te achar
Coração desfigurado
Que incentiva o meu pensar
Numa luta desigual
Porque não me deixas sonhar?
Diz-me ó coração apressado,
Que minha razão tende a não acompanhar,
Porque foges nesse frenesim?
Se um dia a saudade te achar,
Não te equivoques!
Coloca a tua calejada mão no seu ombro,
E, olhando-a nos olhos,
Pede-lhe que parta de mim.
Já lhe dei tudo o que tinha.
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