🔵 14 Bis e as meninas dançarinas do Centro Cultural 🔵
Chegamos atrasados, mas o show não havia começado. A sorte foi não existir lugar para sentar. O jeito era ficar em pé ou sentado no chão... ao lado e da mesma altura do palco. Foi simplesmente o melhor lugar para se assistir a um show musical: o 14 Bis.
Foi muito interessante testemunhar a tensão de um show. Estávamos tão próximos que os impropérios do Claudio Venturini e Marcão pareciam endereçados a nós. Entretanto, era o “roadie” que, entre fios e botões, recebia os xingamentos, procurando a regulagem ideal do som.
Ver uma apresentação tão próximo do palco era uma experiência única, mas também frustrante, porque eu estava acostumado a assistir, de longe, a uma ilusão. Contudo, pelo contrário, o que testemunhei foi o conjunto musical, cujas letras falam de futuro, esperança e amor, distribuindo farto repertório de palavrões para o pobre funcionário. Sendo assim, a magia da música e seus significados perderam sua magia e tudo parecia uma fábrica de salsichas. Diria mais, eu paguei para testemunhar o Claudio Venturini e o Marcão agindo como quem briga no trânsito ou em um boteco. Jamais pagaria para isso. A decepção foi como visitar a cozinha de um restaurante francês e encontrar larvas, ratos e baratas.
No entanto, algo longe do concerto chamava mais a atenção. Duas moças dançavam, cabelos compridos soltos, roupas indianas e descalças. As duas pareciam estar num transe, numa dança pagã, reverenciado o Lua. Confesso, aquilo estava muito mais interessante que o show do 14 Bis e seu festival de reclamações.
O ineditismo e a inesperada performance foi notada pelo 14 Bis, de modo que o humilde roadie teve um descanso merecido. Suspeito até que o incrível número de dança ocupou a atenção do garoto. Enfim, o técnico, depois de “comer o pão que o diabo amassou”, teve seu sossego, assistindo de graça a um show na hora do trabalho.
Justamente quando fiquei no pé do palco, teoricamente no melhor lugar, o melhor espetáculo estava na plateia.
Foi muito interessante testemunhar a tensão de um show. Estávamos tão próximos que os impropérios do Claudio Venturini e Marcão pareciam endereçados a nós. Entretanto, era o “roadie” que, entre fios e botões, recebia os xingamentos, procurando a regulagem ideal do som.
Ver uma apresentação tão próximo do palco era uma experiência única, mas também frustrante, porque eu estava acostumado a assistir, de longe, a uma ilusão. Contudo, pelo contrário, o que testemunhei foi o conjunto musical, cujas letras falam de futuro, esperança e amor, distribuindo farto repertório de palavrões para o pobre funcionário. Sendo assim, a magia da música e seus significados perderam sua magia e tudo parecia uma fábrica de salsichas. Diria mais, eu paguei para testemunhar o Claudio Venturini e o Marcão agindo como quem briga no trânsito ou em um boteco. Jamais pagaria para isso. A decepção foi como visitar a cozinha de um restaurante francês e encontrar larvas, ratos e baratas.
No entanto, algo longe do concerto chamava mais a atenção. Duas moças dançavam, cabelos compridos soltos, roupas indianas e descalças. As duas pareciam estar num transe, numa dança pagã, reverenciado o Lua. Confesso, aquilo estava muito mais interessante que o show do 14 Bis e seu festival de reclamações.
O ineditismo e a inesperada performance foi notada pelo 14 Bis, de modo que o humilde roadie teve um descanso merecido. Suspeito até que o incrível número de dança ocupou a atenção do garoto. Enfim, o técnico, depois de “comer o pão que o diabo amassou”, teve seu sossego, assistindo de graça a um show na hora do trabalho.
Justamente quando fiquei no pé do palco, teoricamente no melhor lugar, o melhor espetáculo estava na plateia.
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