Mortais
Pouco a pouco abandonas os meus sonhos,
esvanecida se desfaz.
Fazes-te distante sem querer,
cópia nua, marca d´água.
Será assim nosso final.
É certo meu destino, vejo agora,
não há como não ser...
desmembrado pelo peso da lembrança,
por não podê-la ver.
Má façanha, pois é lembrança que não há,
lembrança que veio e não ficou...
já sei, não hei de tê-la aqui,
não diga-me que não.
De tempo em tempo te memoro,
todo instante marginal.
De tempo em tempo me despeço,
me odeie por fazê-lo.
De tempo em tempo vou morrendo,
mortais não vivem afinal.
Robson Vieira
esvanecida se desfaz.
Fazes-te distante sem querer,
cópia nua, marca d´água.
Será assim nosso final.
É certo meu destino, vejo agora,
não há como não ser...
desmembrado pelo peso da lembrança,
por não podê-la ver.
Má façanha, pois é lembrança que não há,
lembrança que veio e não ficou...
já sei, não hei de tê-la aqui,
não diga-me que não.
De tempo em tempo te memoro,
todo instante marginal.
De tempo em tempo me despeço,
me odeie por fazê-lo.
De tempo em tempo vou morrendo,
mortais não vivem afinal.
Robson Vieira
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