Alegoria da paixão
Dos devaneios mais profundos de minhas intenções brotam as palavras mais cálidas e perfumadas de que tenho conta.
Tanta pujança, tanta fervura, não há de ser medida em dedos finos ou em palmos de mãos miúdas nunca calejadas.
Te chamam pelo nome por mera convenção, mas desconheço por demais o nome da imagem que tanto se me permite amar, com tal estampido desumano, prefiro chamá-la de santa alegoria, infame apreciação.
Da vida ou da morte, alegoria da paixão, traçada pelo medo advindo do profundo e intenso,
oh como é insano o nosso traço, o que tivemos feito, tempo algum pode narrar.
Robson Vieira
Tanta pujança, tanta fervura, não há de ser medida em dedos finos ou em palmos de mãos miúdas nunca calejadas.
Te chamam pelo nome por mera convenção, mas desconheço por demais o nome da imagem que tanto se me permite amar, com tal estampido desumano, prefiro chamá-la de santa alegoria, infame apreciação.
Da vida ou da morte, alegoria da paixão, traçada pelo medo advindo do profundo e intenso,
oh como é insano o nosso traço, o que tivemos feito, tempo algum pode narrar.
Robson Vieira
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