Queria ter entendido antes, o teu ultimo abraço.
O braço grande á minha volta, a tua despedida.
Queria ter entendido tudo antes...antes de começar.
Não sabes os diamantes que mereço na vida, não sabem o que sente uma mulher, a mulher que trago vestida de outra mulher.
Hoje sou criança que corre que brinca, amanhã mulher que sofre, que se abriga, que se esconde das pedras apanhadas no ar.
Não tenho vontade de escrever palavras de vontade,
não tenho vontade de ter.
Sento-me na minha cama, junto os meus joelhos ao peito, e sinto a dor causada por punhos cerrados de silêncio.
Doi. Doi mais do que as feridas nos joelhos das crianças, doi muito mais do que o nascer.
Sento-me nesta cadeira e um liquido salgado percorre o meu rosto.
Sentes-te bem agora? Agora que sabes como estou?
Não mereço diamantes, nem sequer os quero. Queria-te a ti, nuvem recente, que outra pesada arrastou.
Apago aqui o meu coração, fecho o livro em branco que guardo de ti.
Talvez um dia queiras desenhá-lo outra vez, talvez antes de eu atirá-lo ao rio.
Riu triste, riu feliz...
"rio revolto que deseja unir-se ao mar.
Quer encontrar a paz e subir ás nuvens, que comovidas choram e trazem-no de volta á vida.
Rio revolto por lhe ser negado a paz eterna, rio que procura mais uma vez o consolo no mar." ( By F.)
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