🔴 Falando para passarinhos
A “live” do Lula é um fracasso. Mesmo com toda a produção, mesmo contando com um entrevistador camarada (Marcos Uchôa), não deu certo. Como é visível, diferentemente dos seus colegas jornalistas, o ex-global perdeu a credibilidade e se desgasta ao lado de um mandatário ilegítimo.
Nicolás Maduro, confiando demais no endeusamento de Chávez, retratou como seu antecessor apareceu na forma de um passarinho. O simples pensamento gera uma imagem mental soviética do inventivo acontecimento. A descrição do evento bolivariano, foi lançada com o prognóstico de que seja um evento histórico: o dia que Cháves surgiu na forma de uma ave e aconselhou Maduro. Como Che Guevara mirando um futuro utópico, camisetas exibirão a estampa da ave assobiando na orelha do ditador venezuelano.
Lula não deixou de citar seu maior adversário político e talvez da vida, Bolsonaro. Mas, invocando uma mensagem subliminar, o pretenso ditador brasileiro exaltou a presença dos assobios irracionais. Pior, denunciou a ausência das avezinhas na “live” opressora, genocida, nazista e fascista do Bolsonaro. Conclusão: diferentemente da “live” sem audiência, mas cheia de pássaros, a “live” do ex-presidente tinha muita audiência, mas não a plateia alada.
Iconoclasta, a duplinha sul-americana, Lula e Maduro, como em todas as distopias, sonha com o fim de imagens que ligam a população, a ser dominada, com o transcendente, com o sagrado. E, lógico, se apresentarão como quem deverá ser venerado.
Sem dúvida, a realidade paralela, somada a uma dose generosa de picaretagem, criou uma imagem turbinada de vaidade. Nada mais irreal que isso. Lula atropelou as lembranças da vida sofrida, bem como os sintomas de honestidade. Décadas de um batalhão de puxa-sacos dirigindo, servindo café, emprestando coisas, blindando, elogiando e fazendo absolutamente tudo forjaram o sindicalista refratário ao povo.
Lula e Maduro, apartados da realidade e embriagados deles mesmos, acreditam que são abençoados por passarinhos falantes.
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