Enlouquecida
A primeira palavra é o que me custa.
Depois disso todo o texto corre.
E, como ele,
Tudo o que se esconde em mim,
Pelas páginas abertas escorre,
Em chamas,
Do princípio ao fim.
Numa cadência sedenta de gritar,
Abrem-se mundos, correm astros.
E confesso, pela fantasia,
Posso voar ou andar de rastros.
Tão cega, decerto, já tão enlouquecida.
Escrevo sempre a mesma coisa,
É sempre mesma história já tão lida.
O mesmo papel que não tem graça.
Mas a fúria não passa,
Escreva isto e mais aquilo,
Faça eu o que quer que faça.
Depois disso todo o texto corre.
E, como ele,
Tudo o que se esconde em mim,
Pelas páginas abertas escorre,
Em chamas,
Do princípio ao fim.
Numa cadência sedenta de gritar,
Abrem-se mundos, correm astros.
E confesso, pela fantasia,
Posso voar ou andar de rastros.
Tão cega, decerto, já tão enlouquecida.
Escrevo sempre a mesma coisa,
É sempre mesma história já tão lida.
O mesmo papel que não tem graça.
Mas a fúria não passa,
Escreva isto e mais aquilo,
Faça eu o que quer que faça.
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