Homens sofrem como as árvores
Homens sofrem como as árvores.
Com o clamor nos ares.
A arfar a fel.
Cortam de lado a lado.
O coração.
Enquanto latem os cães,
do outro lado.
De olhos rachados.
A expirar medo.
P`las espadas em relâmpago.
Caem vultos.
Em solidão.
Em lodo.
Em sangue denso.
Ardentes latidos.
Ferem a inocência no âmago.
Trazem a arte nos dentes.
A arte de matar e morrer.
Urrando ferro e fogo.
Nos campos.
Rosas flageladas.
Os Homens sofrem.
Com os espinhos do Homem.
Zita Viegas
Com o clamor nos ares.
A arfar a fel.
Cortam de lado a lado.
O coração.
Enquanto latem os cães,
do outro lado.
De olhos rachados.
A expirar medo.
P`las espadas em relâmpago.
Caem vultos.
Em solidão.
Em lodo.
Em sangue denso.
Ardentes latidos.
Ferem a inocência no âmago.
Trazem a arte nos dentes.
A arte de matar e morrer.
Urrando ferro e fogo.
Nos campos.
Rosas flageladas.
Os Homens sofrem.
Com os espinhos do Homem.
Zita Viegas
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