O GALO, UMA TRAGÉDIA HUMANA.
Galo
suspenso
promontório
no ar risca o bico
e empalha a canção.
Frangindo o amanhecer
Sopra velho a clarinada
pro mal da cidade acordar.
Espantalho metropolitano
cansado de inaugurar claridades
abriu o sol vestiu de faca o bico alado
furou os olhos inaugurando a escuridão.
furou os olhos, inaugurando a escuridão.
abriu o sol vestiu de faca o bico alado
cansado de inaugurar claridades
Espantalho metropolitano
pro mal da cidade acordar.
sopra velho a clarinada
Frangindo o amanhecer
e empalha a canção.
no ar risca o bico
promontório
suspenso
Galo
Olinda, 12/03/2020.
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