Não serei
Não sei ser poeta
Não sei ser nada
Não sei o que escrevo
Nem o que quero dizer
Não sei ser homem
Nem o que esperam de mim
Não sei ser o inverso de ninguém.
Não sei como conversar
Não digo palavras belas
Para deixar ouvidos felizes
Não sei escutar parvoíces
Nem sei estar no meio delas.
Não sei como outros conseguem
Ser o que lhes mandam
Não sei como se encontram
Entre tontos que bradejam
Na profunda multidão os vejo
Filosofando bocejos
Não sei ver quem sejam.
Não sei ver com os olhos de outro
Não sei ver pouco
Não sei como as pessoas
Não conseguem ser
Não compreendo como esquecer
As bofetadas loucas
Saídas das mãos esvoaçantes.
Não sei ser o começo
De um caminho destinado a não ter fim
Procurado por quem se perdeu
E não teve onde se encontrar
Não sei ser feliz
Se soubesse, o que faria eu com a felicidade
Nem comigo sei o que fazer
Se a felicidade me invadisse
Seria eu o homem mais triste do mundo
Por saber que estava desperdiçada em mim.
Não sei fingir estar louco
Nem dominar a voz da loucura
Não sei como arrumar
A minha vida em outro lugar
Não sei como viver
Não sei o que ser
Definitivamente não sei existir.
Não sei ser nada
Não sei o que escrevo
Nem o que quero dizer
Não sei ser homem
Nem o que esperam de mim
Não sei ser o inverso de ninguém.
Não sei como conversar
Não digo palavras belas
Para deixar ouvidos felizes
Não sei escutar parvoíces
Nem sei estar no meio delas.
Não sei como outros conseguem
Ser o que lhes mandam
Não sei como se encontram
Entre tontos que bradejam
Na profunda multidão os vejo
Filosofando bocejos
Não sei ver quem sejam.
Não sei ver com os olhos de outro
Não sei ver pouco
Não sei como as pessoas
Não conseguem ser
Não compreendo como esquecer
As bofetadas loucas
Saídas das mãos esvoaçantes.
Não sei ser o começo
De um caminho destinado a não ter fim
Procurado por quem se perdeu
E não teve onde se encontrar
Não sei ser feliz
Se soubesse, o que faria eu com a felicidade
Nem comigo sei o que fazer
Se a felicidade me invadisse
Seria eu o homem mais triste do mundo
Por saber que estava desperdiçada em mim.
Não sei fingir estar louco
Nem dominar a voz da loucura
Não sei como arrumar
A minha vida em outro lugar
Não sei como viver
Não sei o que ser
Definitivamente não sei existir.
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