Ouves-me?
Espreguiçam-se as palavras neste contratempo de amor
e eu só queria poder atravessar a nado
o teu continente, a tua maciez frutada na minha boca
e dizer-te que foi por ti e através de ti
que me pus à escuta das vozes que ninguém ouve,
coladas ao chão, em ponto morto, à espera de um vento
que as levante e lhes diga que são tuas
que serão sempre tuas, caídas ou não, embaciadas de mim.
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