Células de arma Branca
Na busca insaciável de ver em mim mesmo uma melhoria,
Em razão de encontrar a taquicardia que desse o sopro de vida,
Em sincronia perfeita entre a arte e a morte.
Não basta ser forte;
Necessito reconhecer os pontos vitais.
Em suma, sumo se não somo todas as probabilidades
De desintegrar minhas fragilidades atuais,
Algumas das quais me perseguem desde décadas atrás.
Em labirintos mentais,
Rumo ao meu eu que decifra-me,
Desci para me observar à vista do topo.
Sei que vão dizer que eu tô louco;
Faço minha arte igual a Van Gogh:
Para os que falam mal, não dou ouvidos nem um pouco.
Chegar ao topo? Eu topo!
Mas antes se faz necessário descer às profundezas do abismo do próprio corpo.
Cuidado com a altitude;
Eu já vi pessoas sufocando-se no próprio oxigênio,
E esse é o mal da montanha.
Uma engrenagem, a massa pronta para moldagem;
Criam uma ilusão tamanha sobre seu ser e o que você deve ser,
E sobre isso eu sei, sem ser um grande sábio.
Sou um sabre,
Células de arma branca.
Um som sobre a verdade de cada pintura rupestre.
Um Mestre Valentim,
Esculturas de escrituras.
Quebrando paradigmas, arqueólogo da alma.
Humorístico ao tom de Charlie Chaplin,
Um Léo Lins sem censura.
Cultura com 8 Mile,
Direto de Compton,
Para que você vislumbre o timbre que sempre toca em volume máximo.
Clássico.
Angela Davis em conexão com o próximo.
Dentro da música, eu tô no compasso.
Entre a luz e a sombra,
Qual é o real equilíbrio em domínio próprio?
A descoberta do fascínio também assombra.
Foi necessário permanecer na ilha do Niilismo,
E assim, descobri que o mar é formado por preciosas lágrimas do humanismo.
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