Da Cor do Ocaso
cascas de tangerina
sobre a mesa
no prato de opalina,
a cozinha agora
exalando
ácido e flora.
cascas são lascas
rejeitos mortos de agosto
jeitos e trejeitos de pomar
ah, as floradas indagora
à espreita de outonos
mas há sol lá fora...
lascas das cascas
rejeitos da delícia
tão simples, fóssil frugal:
é cor de ocaso e poros
brilho na face
d’um suor vegetal.
cascas cítricas
como ocos de desgostos
a desapegar digitais
e o antigo gosto.
Do livro "Poemas", 2024/2025 (no prelo).
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
quando a poesia termina
há uma chantagem despercebida quando a poesia termina fica a linguagem do dia a dia essa que sem roupas ou camuflagens fura como cristais…
Kátia Surreal
fugindo da tese
estou poeticamente fugindo da tese mais trágico que isso só o compromisso rompido com a terapia ando fugindo demais de tudo o que é real…
Kátia Surreal
recorro aos ancestrais
quando meu pai me conta sobre suas ascendências indígenas indago à natureza qual minha tribo ela então me diz que minha raiz é o encontro…
Kátia Surreal
Brasil - 17/06/2011
Os encantos desta terra Que foi chamada Brasil, Estão nos rios e na serra No céu azul, cor de anil. Nas cavernas e nas grutas …
Armando A. C. Garcia