CEROL
Menino do Coque
Pelé gostava de futebol
fazia embaixada com a lua cheia
e gol com o sol nascente.
O menino amava a vida
e soletrava as letras
que o vento terral conduzia.
Empinava pipa com o fio
do frio e do vento nordeste.
Alegre passou cerol na linha
e correu campo brincando.
A linha com cerol cortou
o fio jugular do motociclista
montado na ventania de 250cc.
A voz e o gesto do motociclista
calaram e calaram os ventos
com a morte circuncidada.
Com o fio do arrependimento
tecido pela tristeza mais triste
Pelé se matou
suicidando voz e passos
afogados no pranto e no lamento
no barro vermelho de dezembro.
Olinda, 15/fevereiro/2025.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Grumixama
Pouco a pouco os sinais
e as cartas que não foram
enviadas estão sendo
colocadas todas na mesa,
Não é apenas um simples
…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
I am sat in my ways
I am sat in my ways And I write Lots of poetry every single day Because I am a poet And it was God that Gave me this gift I am using th…
Aldo gabbay kraas
OPERA BUFFA
"há anjos de Rilke dando o cu nos mictórios" (Roberto Piva)
rilkeanos anjos sodomitas nos mictórios da minha cabeça de ozônio eu er…
Daniel Smuler
Uma Comunidade.
Onde habitam uma grande comunidade - vivem seres humanos de vários pensamentos - uns moram em casas outros em pequenos apartamentos aos …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*