Vejo a minha imagem;
Vida obstruída,
Fora da margem.
Me pergunto até quando a alma pode
Sofrer pelo elo frenético de designar num designer tão podre.
​Ouvi isso uma vez e até hoje eu ouço;
Sei que não é verídico, mas implico na ferida aberta da ilusão criada que adormece e congela meus ossos.
​Destroços: situações do passado que se regeneram;
Erros nossos, o tempo não nos espera.
​O ponteiro aponta:
Felicidade e tristeza não têm hora pronta.
O porteiro trava a catraca;
Se você atrasou-se, só marca:
O tempo é quem ficará devendo para você, se nisso você crer.
​Faz a sua "cota";
Veremos na hora do reencontro
O quanto esse conto nos conta que é fora da ponta.
Do lápis, só resta a borracha que não apaga porque a folha rasga, e o pedaço que já foi destruído já não mais se monta.
Diz que a folha do papel foi parar dentro de uma lixeira;
Disque-poética para salvar cada árvore morta.
Época do avião de papel,
Fazer fila em frente à porta,
Imaginação de bombardeio.
Hoje eu creio:
A maior guerra acontece na mente de quem cresce, ou de quem cresceu em meio ao caos psicológico que nos adoece.

​Sozinhos temos a capacidade de sermos tudo e todos,
Mas também podemos escolher sermos Ninguém.
E eu acho melhor assim.
Não que eu queira saber o fim,
Mas que eu possa entender o processo integrado a mim."

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