Ao corte do caule
A depressão é silenciosa,
Em harmonia melancólica como uma gota de orvalho na pétala da rosa.
Roubando sua alegria de viver,
Faz você crer em uma ilusão:
Que o fim de toda a sua decepção
É o corte do caule.
Nessa fotossíntese, a foto-síntese do retrato que retrata
O desconhecimento do seu Ser,
No oxigênio do medo, deixando que a angústia o enjaule.
Toxina que se diz ser generosa,
O envenenamento do pensamento que causa o falecimento dessa rosa,
Mas
Não consegue destruir suas raízes.
E, ainda que em solo árido, é válido lembrar que sempre há
O ressurgimento de suas origens.
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