Versos para uma noite calada
José Sérgio Batista
Na calada da noite,
eu faço versos
para uma noite calada.
Eu penso em rimas,
eu penso em métrica,
eu penso em temas.
Eu vejo figuras de uma linguagem noturna
e imagens faladas na linguagem diurna.
Eu tenho uma lua,
eu tenho um céu.
Eu tenho infinitas estrelas no meu mundo ao léu.
Eu abraço o silêncio
e copulo com o vento,
sinto minha seiva derramar
no momento em que a noite desce
e o sol aparece
para fertilizar as letras de outros poetas
que um dia farão versos na calada da noite
para outras noites caladas.
BATISTA, José Sérgio. "Na calada da noite". Maringá: Viseu. 2022. p. 65.
@josesergio9b
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