Olhos de águia . " Dívidas".
Olhos de águia;
Ferida aberta ao corte da adaga.
Mentiras descaradas,
Verdades compradas,
Vendidas à ilusão fascínia falsificada.
O guia do cinismo é a fome perfeita do ilusionismo;
Traições do mesmo egocentrismo em cada ato ao corte da adaga.
Vejo quem fere e profere ódio e discórdia:
Ao longo dos dias, se propaga.
Propagandas sobre um futuro incrível apenas para quem paga;
Dívidas no olhar da esperança se alagam.
Mercadorias humanas esquecidas conforme o tempo;
Desvalorização da ética demonstra o exemplo.
Desgosto da honra exemplar.
O relógio não diz nada sobre qual o melhor momento;
Esgoto da cobiça exposto expele o devastamento de pensamentos.
Clímax rústico nas areias de Marte:
Uma única vida é pouco após a morte na arte.
Divisão de fatos,
Visão e atos de tempos atrás;
Futuro distante em um presente conturbado entre nós.
Essa voz ainda permanece na minha mente:
Exclusivamente quero ser excluído permanentemente.
Petrificado por residir em um inalcançável destino de resistir;
Coagido por ter agido diferente e ágil.
Ríspido, sádico, dentro do campo minado do desespero,
Desesperadamente eu fiz estágio.
Olhos de águia,
Cântico guia,
Garras afiadas,
Voos adulterados.
Um novo mundo, sem retorno para casa;
Penas que caíram, apenas presságios passados.
Tempos de caça:
Vejo a carcaça de quem conspira contra mim.
Jamais atingido novamente por meras falácias;
Quero deslumbrar de um voo livre sem fim.
São:
Olhos de águia,
Milhas e ventos fortes,
Tempestades ou secas;
Resultados virão com aventuras ainda não sancionadas.
Olhos de águia,
Cântico guia,
Garras afiadas,
Voos adulterados.
Olhos... olhos... olhos...
Olhos de águia...
Por ícaro Italo Gomes dos Santos
Comentários (0)
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.