Desligo a luz, janela aberta, olho lá fora.

Hora das estrelas; piscam nuvens de amor.

À flor do corpo, me deito e é sem demora,

Afora na mente: você; sinto o calor.

 

A cor do sono me pega a mão, nesse agora.

Devora-me, carrega meus eus; um torpor;

Frescor, boca molhada; você me namora.

-Ora, ora, ora! Nem me desperte, por favor!

 

Pudor nenhum; é que a gente no outro só mora.

Colabora encaixes, e sem mediador.

É ardor de carnes que se dão, e param a hora.

 

Embora surreal, é tão avassalador.

Predador você, presa eu; ao inverso, melhora.

Implora o tesão canibal; já é albor.

 

Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie

 

Como em padaria.

O sonho é tão gostoso

feito em poesia.

4 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.