Oia Helena
Jorge E. Leal
O eu ou dessa poesia que sou,
Ora uma flor bela és meu porvir.
Sei não se hoje nem eu me vou,
Para talvez o amanhã dessa partir.
Do ontem o refém me revela,
Imagens ou sons de um sim.
Pintados a mão tua aquarela,
Ânsia que contém o meu jardim.
Cenário de um quadro tão – Oia,
Santo em doces lembranças vãs,
E nos olhos de Helena uma Joia.
Um sapo em ato de rebeldia espraia,
Gritou alto e o choro de velhas anciãs,
No tempo em que a voz valia a vaia.
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O eu ou dessa poesia que sou..." — Em Oia Helena, funde-se ao cenário paradisíaco da Grécia e a beleza mítica de Helena em uma ruptura surrealista e visceral. Um poema potente que começa como aquarela e termina como um manifesto crítico sobre o valor da voz no mundo moderno.