As rosas têm espinhos
A vida, os tem, também,
O amor é de carinhos
Mesmo assim, espinhos tem.

Amor sincero não esquece
O amor que outro lhe tem.
Grande amor não esmorece
Mesmo esquecido também.

Quem ama, às vezes se cala
Quem fala, às vezes não ama,
Quem muito fala resvala
Quem muito cala se rala...

A oferenda que te faço
Nestas flores tão singelas,
Levam-te o meu abraço
E o perfume dentro delas.

São Paulo, 12 fevereiro de 2005 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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