Eu era um belo rapaz na mocidade

Os tempos passam, a velhice avançando.

As rugas, não me dão paz, face à idade

Estatura mediana, meu nome Armando.

 

O nariz mais p’ra grande que pequeno

Olhos castanhos da mesma cor o cabelo,

Que hoje é grisalho, rosto moreno

Agora, triste aparência, nenhum desvelo.

 

Se meus versos revelam algum talento,

Do inábil poeta que os escreveu,

Vale mais o clamor de vosso intento,

 

Do que vale o sanha de quem escreveu

Eis aqui, quem de furor algum é isento,

Estando a ele mais propenso, que quem leu.

 

São Paulo, 17/09/2009 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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