Um nada mais
A morte vestiu-se devagar e foi sentar-se à porta do prédio.
O azul da fachada desmaiou e fingiu já ter partido.
Ela pressentiu a fuga e aceitou. Faltavam pinceladas, não iria atrás.
Levantou-se e seguiu caminho, à procura de um pouco mais de fulgor.
O senhorio, quando visse a não-cor, teria que pintar tudo de novo.
E era esse o destino de um prédio cujo tom não encaixou na sorte
de ter que decorar mais um pouco de céu.
O azul da fachada desmaiou e fingiu já ter partido.
Ela pressentiu a fuga e aceitou. Faltavam pinceladas, não iria atrás.
Levantou-se e seguiu caminho, à procura de um pouco mais de fulgor.
O senhorio, quando visse a não-cor, teria que pintar tudo de novo.
E era esse o destino de um prédio cujo tom não encaixou na sorte
de ter que decorar mais um pouco de céu.
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