ensaiei uma tela para o lugar da que perdeste.
com as ligaduras.
lavei-as bem
estiquei-as ao sol
e pu-las a comer a goma que fiz.
vai servir-te quando descobrires as tintas que também largaste
por aí...
ou talvez estejam distribuídas pelas gavetas do homem do divã...
é que nem sabes daquela bem cremosa com que pintavas o ondulado do lençol negro de seda.
a dos cambiantes. Para evitar a obscuridade, brincavas.
depois de espreitar as gavetas do homem de olhar fundo, quase mau,
(- sabes que ao Dali lhe deu para as pintar, às gavetas? -),
com as ligaduras
ensaiei velas de barcos
para largar
por aí...

Daria Endresen
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
A Lei de OHM
Dodge Leal
Na balança de Thêmis não vale, S ua jornada por aqui se encerra. Como cortejo de faisão no baile, A justiça …
Julian Lael
Quase um impasse
Quase um impasse N ão posso te ajudar porque já estive no seu lugar * e assim já não reconheço essa e outras situações porque uma vez…
Darlan de Matos Cunha
Fúria Eólica
Jorge E. Leal
Na pista do moinho de vento,
Trilha do encontro, caminho...
O cavaleiro não tem assento;
Ficou …
Julian Lael
A beira de um ataque de nervos.
Ao ouvir tua voz me clamando penso logo em algo ruim ... Pois teus pensares estão além de meus pensamentos. Não sei porque razão tu és a…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*