Perder o norte onde em pureza descansa a neve
É anular a sabedoria primordial a confiança
Que se deve ter no processo caminhando de coração leve
Perder o respeito pelos que foram premiados com cabelos brancos
É ter perdido a bússola que nos orienta
Só ver em egoísmo as nossas necessidades
E espezinhar quem fica inadvertidamente nos flancos
Perder o norte é ter esquecido a ligação ao todo
É confundir a ganância pútrida com a essência da sabedoria
É alienar o pleno o único o que nos liga a todos no plano mental
A força cósmica que nos conduz em harmonia
Perder o norte é desistirmos de analisar o invisível
É entrarmos num labirinto sem luz não querendo a vida perceber
É incorporar num fantoche sem alma
É negarmos a grandeza do espírito recusando-nos a meditar
Os homens perdem-se num lago pútrido de ilusões
Nem o sul já conseguem vislumbrar
Chacinam as criaturas destroem as florestas
Para construírem a ferro e betão catacumbas de podridão
Esqueceram que devem abraçar a natureza com paixão
Os oceanos as montanhas os vulcões
Os maremotos as tempestades as grandiosas monções
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