Primeiro de muitos
O espaço vazio que rondava meu peito, está sendo preenchido pelas lágrimas que rolam deste santuário mais uma vez. A solidão e a insanidade investigam o aluguel para se instalarem novamente em mim. Como elas podem tirar tanto de mim? Ameaçam minha personalidade de forma constante. Por isso, me pergunto: como você pode tirar tanto de mim? Antes, fez de mim o menino mais feliz do mundo; eu estive no topo de seu reino e me sentei ao seu lado. Éramos um e sua coroa refletia minha melhor parte. Agora, sua indiferença e sua armadura me alcançam, pois eu ainda estava no território de seu castelo. Pensei que, se continuasse rondando, uma hora seria posto para dentro mais uma vez. Teria sido uma honra. Os cavalheiros do sangue derramado e da mão que tapa a respiração já me capturaram. Apenas você poderia me salvar, uma vez que, de forma inconsciente, você os liberou em minha direção. Não fui sempre trevas. Até poucas horas atrás estava apenas brincando de me equilibrar na beira do abismo. Mas acho que entendi os sinais e persegui sua frequência até o final desse buraco. Mas, caso você apareça lá em cima, eu seria abduzido de volta por meio da sua luz e seria salvo. Caso você apareça. Mas acho que não vai acontecer. Acho melhor eu me acostumar com a ideia de ter sido apenas uma ampulheta que não voltará a medir o tempo - e como poderia? O espaço vazio, oficialmente rondando meu peito, se instalou no meio e quebrou o artefato. O artefato que você construiu e despedaçou com as próprias mãos.
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