Versos de um domingo
O rio desce tranquilo da montanha;
com calma, escorre as águas cristalinas,
mas quando chove muito ele se assanha
e invade, além das margens, as campinas.
E a força da torrente é tal, tamanha
a callha da enxurrada, que termina
por revolver o saibro; a água ganha
a cor barrenta e arrasta a areia fina.
À beira de um remanso, vendo a cena,
o olhar perdido, a alma, então serena,
transmite para o corpo um sobressalto.
Relembra de beber da água mais pura,
do tempo em que o amor era ventura,
de quando o coração fremia, incauto.
Nilza Azzi
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia
A força inexplicável ! - (soneto) - 25/07/2026
A força inexplicável, chamada sorte,
Como não é constante no indivíduo,
Por não ser ela um predicado assíduo
N…
Armando A. C. Garcia